Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 08/07/2020

Segundo Maquiavel,em sua obra “O Príncipe”, a política só é útil quando apresenta soluções reais para os problemas. Séculos depois, vê-se que esse pensamento ainda não se concretizou, haja vista que o descarte do lixo plástico no meio ambiente impacta a sociedade atual de diversas fomas. E no Brasil não é diferente, já que o  descarte  do lixo plástico na natureza traz consequências á biodiversidade brasileira, e também ao atual sistema de saúde.

Primeiramente, vale ressaltar que, segundo pesquisadores do “National Geographic”, o plástico surgiu no final do século XIX  a fim de substituir os produtos feitos a partir do marfim dos elefantes, ou seja, o plástico foi criado para salvar a vida dos animais, entretanto, esse fato não anula os impactos que o descarte dos resíduos causam na fauna e flora brasileira do século XXI, segundo ativistas da organização “Green Peace Brasil”, o descarte do plástico na natureza já reduziu em 47% a biodiversidade dos ecossistemas brasileiros, em comparação ao ano 2000, isso quer dizer que á fauna e flora brasileira estão em uma constante redução da sua diversidade, é importante ainda salientar que: biodiversidade é a vida em uma constante movimentação e evolução, pois é através da diversificação biológica que acontece a inovação nos âmbitos farmacêuticos, tecnológicos, e econômicos, em síntese, os impactos que o lixo plástico causa no meio ambiente reflete nas inovações, por isso preservar a “mãe natureza”, que é a base de tudo, é uma ação mister.

Outro fator imprescindível é o descarte inadequado do lixo plástico no sistema brasileiro, isso porque além de afetar a fauna e flora, também impacta de forma direta no sistema de saúde,  mais assiduamente no âmbito público. Ademais, os sistemas de descarte ultrapassados, como os lixões, são irregulares perante as instruções da OMS, porém, o descarte a céu aberto não foi abolido, o que significa que, a contaminações devido aos resíduos ainda acontece, já   que segundo o G1, 38% da população não possuí saneamento básico, por consequência acabam consumindo a água dos lenções freáticos, que  muitas vezes estão contaminados por um  líquido tóxico que o plastico e outros lixos  liberam durante a sua decomposição, uma substância popularmente conhecida como “chorume”, em consequência a intoxicação diversas pessoas encaminham-se ao sistema público, que no ano de 2019 registrou  23% de casos por intoxicação devido ao “chorume”, por fim sobrecarregando SUS.

Infere-se, portanto que o lixo plástico, é o maior desafio ambiental do século XXI. Desse modo o Ministério do Meio Ambiente deve propor medidas para diminuir o impacto do descarte dos resíduos na natureza, como incentivos a empresas produtoras de plásticos biodegradáveis. Esse incentivo pode ser fiscalizado por meio das prefeituras, a fim de amenizar o impacto do plástico sobre a biodiversidade.