Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 30/07/2020

No filme “Aquaman”, um dos líderes do reino marinho de Atlanta, em um lampejo de vingança, devolve à superfície terrestre milhares de toneladas de lixo que o homem joga no mar há muitos anos. Apesar de ser uma narrativa mitológica e fantástica, essa obra aborda uma problemática muito latente no mundo contemporâneo pois, o descarte de lixo plástico no meio ambiente traz umas série de malefício como, o desequilíbrio do ecossistema marinho e o volumoso acúmulo de resíduos na natureza. Em face disse, destaca-se a necessidade a união de esforços da sociedade e do Estado para resolver essa problemática que impacta a vida de todos os seres vivos.

Nesse contexto, sabe-se que segundo recentes relatórios da ONU, o fator mais preocupante da poluição marinha hoje é o “microplástico” , pois os animais confundem com alimentos e ao ingeri-los acabam morrendo. O descarte desses dejetos muitas vezes são feitos de forma direta no mar, ou na rua, que por meio dos boeiros chegam ao oceano, ou ainda no esgoto, por meio da água proveniente da lavagem roupas que contém esse elemento. Ao chegar nos mares, causam problemas aos animais  como sufocamento e intoxicação alimentar, e dessa maneira todo o ecossistema marinho é desequilibrado já que os seres vivos mantém uma forte relação de interdependência. Por isso, é urgente que a sociedade junto ao Estado evitem a destruição da vida nos oceanos.

Além disso, a jornal Estadão afirmou que pelo menos 40% do plástico produzido no mundo é utilizado apenas uma vez antes de ser descartado. Um dos maiores exemplos disso são os copos, as sacolas e os canudos descartáveis, que geralmente são usados por poucos minutos e demoram mais de 400 anos para se decomporem na natureza. Já que não existe o “jogar fora” do planeta, esse plástico que é descartado quando não é reciclado, que corresponde a mais de 90% segundo a ONU, é acumulado em alguma parte da natureza, ocupando e degradando uma enorme área, ou é incinerado, gerando muitos gases tóxicos e dessa forma contribuindo para alterações climáticas. Portanto, é necessário medidas enérgicas para reduzir esses danos.

Em virtude disso, urge maior protagonismo do Estado junto à população para reduzir os prejuízos ao meio ambiente. Para isso, o IBAMA junto às prefeituras devem fazer campanhas educativas nas escolas e nas mídias sociais, explicitando os impactos ambientais que o plástico gera para a vida marinha, com o fito de conscientizar a população sobre a importância reduzir o descarte de lixo plástico. Além disso, os governos estaduais devem aprovar legislações que desestimulem o consumo de itens descartáveis, por meio da proibição da distribuição gratuita desses produtos, com o fito estimular a população a usar produtos retornáveis e contribuir para preservação do meio ambiente.