Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 21/07/2020

“Cadê a flor que estava ali? Poluição comeu. E o peixe que é do mar? Poluição comeu. E o verde onde que está? Poluição comeu”. Esses são versos da canção “Xote Ecológico”, de Luiz Gonzaga, que mostra as adversidades provocadas pela humanidade ao meio ambiente. Notadamente, das inúmeras formas que a agressão antrópica castiga a natureza, o uso demasiado e inconsciente do plástico se exalta. Tal problema, causa sérios desequilíbrios socioambientais, no qual a perca da biodiversidade planetária e catástrofes sociais são marcantes.

Inicialmente, cabe analisar o efeito deletério do consumo inconsciente de plástico na biodiversidade faunística. Isso porque, o uso desenfreado desse material alcança ecossistemas aquáticos e terrestres, criando “ilhas de plásticos” que comprometem a alimentação e/ou asfixiam os animais que vivem nesses habitats. Basta ver, dados da ONU que revelam que tais “ilhas” são responsáveis pela morte de pelo menos um milhão de animais marinhos, afinal 80% de todo lixo presente nos oceanos é de plástico. Nesse sentido, faz-se presente o pensamento de Victor Hugo: “é triste pensar que a natureza fala e o gênero humano não ouve”, já que “ecos” de ajuda da natureza não ressoam aos homens.                Outrossim, é atribuído a poluição plástica, também, catástrofes sociais, como inundação dos centros urbanos. Isso deve-se, sobretudo, ao descarte indevido que leva ao entupimento de bueiro, impedindo a passagem de água. Por consequência, em épocas de chuva promove não só a destruição ambiental, como também, compromete moradias e facilita a disseminação de pragas. Esse fato decorre da leniência do Poder público que mesmo previsto no artigo 225 da Constituição Federal o dever de defender o meio ambiente, falha em concretizar políticas e programas de fiscalização.

Logo, é necessário fim de combater os impactos provocados pela poluição plástica. Em primeiro lugar, é necessário trabalhar a consciência ambiental e noções de sustentabilidade na sociedade. Para isso, o Governo deve implantar campanhas nacionais de conscientização utilizando as mídias, fóruns, palestras, cartilhas e encontros, a fim de trabalhar conceitos de reciclagem, sustentabilidade e consumo consciente de plástico. Ainda, é dever do Poder Público, criar postos de fiscalização nas praias, leitos dos rios e nas cidades, para fiscalizar o descarte indevido e estabelecer multas a quem descumprir as medidas. Finalmente, o Ministério da Educação, deve intensificar no ensino básico, fundamental e médio disciplinas e tópicos que promovam educação ambiental, com o intuito de criar sujeitos ativos de ações socioambientais.