Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 22/07/2020

Desenvolvido no contexto da Segunda Revolução Industrial e tendo sua produção em massa iniciada na segunda metade do século XX, o plástico revolucionou o modo de consumo em todo o mundo. Sob essa perspectiva, não obstante os grande benefícios que proporcionou, sobretudo na indústria alimentícia, o uso desmedido desse polímero tem se mostrado cada vez mais nocivo à saúde humana e ao meio ambiente, sendo considerado pela ONU como “o maior problema ambiental do século XXI”.

Nesse sentido, do ponto de vista da poluição ambiental, os materiais plásticos, apesar de serem, em parte, recicláveis, como é o caso dos termoplásticos, têm um descarte preocupante. Sob essa ótica, estima-se que somente cerca de 25% de toda a produção mundial chega a ser reciclada. No Brasil, esse número não atinge os 2%. Tal fenômeno, além de promover catástrofes urbanas, como as enchentes, mata milhares de animais, os quais confundem os objetos descartados com o alimento.

Além disso, segundo um estudo realizado pela Universidade Estadual de Londrina, o plástico oferece riscos a saúde humana ainda enquanto produto a ser consumido. Nesse contexto, a pesquisa relacionou a substância Bisfenol A, presente na maioria dos plásticos, a um mal desenvolvimento de estruturas testiculares, o qual faz com que alguns homens, mesmo em idade reprodutiva, tenham problemas de infertilidade. Portanto, fica clara a necessidade de um bom planejamento acerca não somente do descarte, mas também do uso do plástico.

Dessa maneira, urge ao Governo brasileiro que, através dos ministérios competentes, promova a reciclagem do plástico e estudos em torno dos possíveis riscos oferecidos à saúde pelo mesmo. Tais medidas visarão reduzir o acúmulo desse polímero no meio ambiente e garantir a boa saúde da população brasileira, respectivamente. Do ponto de vista da reciclagem, esta poderá ser estimulada mediante o pagamento ao consumidor por certa quantidade de material entregue aos postos de coleta, os quais deverão ser espalhados por todo o país, assim como já é feito no Haiti.