Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 28/07/2020
“Nossa civilização está sendo sacrificada pelo interesse de um pequeno grupo de pessoas em continuar recebendo enormes quantias de dinheiro”, disse a ativista ambiental, Greta Thunberg. Esse pensamento se comporta de maneira análoga ao que acontece no mundo atual, no qual os efeitos do lixo plástico são ignorados e afetam diretamente o mundo todo, porém, não ganham a sua devida importância, sendo muitas vezes priorizado o dinheiro.
Nesse contexto, cabe ressaltar que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 80% de todo o lixo marinho é composto por plástico, sendo despejados no oceano cerca de 12.7 milhões de toneladas por ano. Os números são alarmantes mas políticas efetivas que podem mudar a situação recebem pouco investimento. Além de demorar anos para ser completamente decomposto, os impactos são inúmeros, dentre eles a morte de animais marinhos por asfixia ou ingestão, entupimento de bueiros, por descarte inadequado, gerando enchentes, o descarte ao ar livre pode poluir aquíferos e reservatórios, contribuindo a um aumento de doenças cardíacas e respiratórias.
Além disso, contribuem para o superlotamento de aterros e lixões, que, muitas vezes, queimam o plástico liberando gases tóxicos na atmosfera. O Brasil, infelizmente, ocupa a posição de 4º lugar no ranking de países que mais geram lixo plástico, produzindo, em média, 1 quilo por habitante a cada semana, segundo o World Wide Fund for Nature (WWF). Assim, tal realidade deve ser modificada, pois os impactos gerados pelo plástico influenciam diretamente na fauna e flora mundiais, além dos riscos à saúde.
Diante do exposto, urge então, medidas que revertam a situação. O Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Poder Legislativo, devem criar e fazer cumprir, leis que proíbam o descarte de plásticos descartáveis e a substituição por biodegradáveis, como também, leis que proíbam a produção do que não é reciclável. Adicionalmente, o Municípios podiam incentivar o descarte correto do lixo pela população, melhorando os sistemas de coleta e alertando, por meio da Mídia, sobre os impactos desses polímeros no meio ambiente. Dessa forma, poderemos proteger o meio ambiente e promover um futuro de harmonia entre pessoas e natureza, sendo ela a prioridade.