Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 02/08/2020
No século XIX, era afirmado pelo químico Lavoisier, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Essa última pode ser observada em decorrência do uso do plástico, em que, tal resíduo foi desenvolvido para facilitar a vida humana, passou a ser o amplificador de problemas, como o alagamento de cidades e a magnificação trófica.
Primeiramente, é imprescindível destacar que o hábito de jogar lixo plástico nas ruas vem se tornando cada vez mais evidente na sociedade. Dessa maneira maneira, segundo Émile Durkhein, “as pessoas são influenciadas pelo meio em que vivem, desde suas ideias até a maneira de agir”. A partir desse pressuposto, é notório que a ação de descartar resíduos nas estradas das cidades acaba sendo observado por outras pessoas, tornando-se um ato comum. Por conseguinte, ocasiona a obstrução dos canais de escoamento de água, tendo como resultado o alagamento de centros urbanos em períodos de chuvas.
Outrossim, cabe salientar que a degradação do plástico em contato com o solo, faz com que ele infiltre no lençol freático. Desse modo, ocorre a contaminação de nascentes e corpos d’água, no qual posteriormente são utilizados para o abastecimento de cidades e, acabam se acumulando no corpo humano, processo chamado de magnificação trófica. Dessa maneira, segundo o co-fundador do Greenpeace, Paul Watson, “inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. A partir disso, é sabido que cabe as pessoas descartar o lixo de maneira correta, evitando, assim, a ocorrência de tal processo.
Portanto, é mister que para atenuar essa problemática, cabe ao Ministério da Educação implementar na grade comum curricular, uma matéria integrada em as disciplinas de Biologia, Sociologia e Geografia, em que, através de de situações problema e aulas práticas, aborde com os alunos os problemas ocasionados pela degradação do plástico em contato com o solo, buscando, assim, desenvolver estudantes que sejam conscientes da poluição gerada por esses resíduos e saibam evitar o processo de magnificação trófica. Ademais, cabe ao Estado, em parceria com o IBGE, desenvolver uma pesquisa de campo, na qual através de dados sobre a quantidade de alagamentos em cidades, mapeiem os locais que possui o maior índice de obstrução de canais de escoamento de água e, a partir desses dados, promova campanhas para auxiliar as pessoas no descarte correto de lixo plástico, visando, assim, reduzir esse índice. Nessa perspectiva, haverá uma sociedade que saberá usufruir de forma inteligente o desenvolvimentos dos itens plásticos.