Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 09/08/2020
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura a saúde como direito inerente a toda população. Torna-se válido perceber, entretanto, que essa garantia nem sempre é colocada em prática, uma vez que o consumo da sociedade gera um crescimento exponencial do lixo, principalmente, os que possuem plástico em sua composição. Nesse sentido, convém analisarmos como a industrialização e o Poder Público causa esse impacto na sociedade, suas consequências e possível providência para reverter este fenômeno.
Primeiramente, a industrialização é a principal responsável pela modificação no consumo no Brasil. Isso decorreu desde a crise de 1929, que gerou uma grande revolução no comportamento do marketing digital. Com isso, o avanço da tecnologia, as empresas se adaptaram a nova realidade influenciando, ainda mais, as pessoas por meio de propagandas individualizadas a comprar seus produtos. Consequência disso foi o aumento do consumo e o aumento do lixo sem uma destinação adequada, visto que só em grandes centros urbanos têm lugares apropriados para descarte adequado desse lixo que é em suma maioria é feito de material plástico. De acordo com jornal G1, o plástico demorar mais de 200 anos para se decompor. Dessa forma, é inadmissível na comunidade atual, a população não ter espaços apropriados para destinação desses resíduos, pela falta desses locais ocasiona o aumento de doenças na sociedade, principalmente, a mais pobre.
Ademais, o poder público também influência na problemática do lixo. Isso ocorre desde período colonial no Brasil, que o governo influenciou a população a ter mais filhos, a fim de obter mais mão de obra barata para suprir suas necessidades capitalistas. Consequentemente, o rápido e desorganizado crescimento populacional gerou a falta de espaço adequado para destinação final do lixo. Assim, foram criados os lixões, que são a céu aberto, aumentar consideravelmente o risco de contaminação a sociedade, por causa das substâncias tóxicas, como o chorume que é liberado por esse resíduo e é despejado diretamente no solo e contamina os lençóis freáticos, traz malefícios a comunidade.
Medidas, portanto, torna-se necessárias para garantir pragmaticamente a saúde como preconizar a Constituição. Desse modo, o Ministério da Saúde, deve promover propagandas, por meio das mídias digitais, televisivas e radiofônicas, com o intuito de esclarecer a população sobre a manipulação das empresas no meio do “marketing”, a fim de evitar que a sociedade compre apenas pela impulsão, conscientizar a diminuir o consumo em geral e evitar usar produtos com plásticos em seu material. Deve também expandir o número de aterros sanitários, para promover melhor reaproveitamento desse material. Poder-se-á, assim, progressivamente, a Constituição será colocada em prática.