Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 23/08/2020
Desde o surgimento da Revolução Francesa no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, os impactos causados pelo descarte de plástico na natureza aponta que os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, pregados por esse motim, são atestados na teoria mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela ausência de lei que proíbe a utilização de sacolas plásticas e, também, pela falta de investimento em produtos biodegradáveis. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que a continuidade da utilização de sacolas plásticas deriva de uma inércia governamental, uma vez que não existe lei que proíba a utilização desse produto. Segundo Aristóteles, a política é uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que a sequente utilização dessas bolsas, para compras em geral, desfaça essa harmonia, haja vista que quando elas vão parar no oceano, tartarugas marinhas acabam confundindo-as com águas-vivas e, ao consumi-las, esses animais morrem sufocados pela obstrução de suas vias aéreas.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras se evidencia quando as indústrias produtoras de absorvente feminino, movidas pelo lucro, não investem em materiais biodegradáveis para a produção desse produto, já que a confecção deles custariam um valor mais elevado. De acordo com o site Menos um lixo, a mulher brasileira descarta por ano, nas lixeiras, cerca de 3 quilos de absorvente, porém, o grande problema é que cada um deles levará mais de 500 anos para serem eliminados do meio ambiente.
Com isso, pode-se perceber que o debate acerca dos impactos desse polímero na natureza é imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Diante disso, é imperativo que o Ministério do Meio Ambiente elabore um projeto de lei, que deverá ser entregue e avaliado pelo poder legislativo, com o intuito de proibir a utilização de sacolas plásticas em todo o território nacional, além de obrigar supermercados e lojas a fornecerem substitutos feitos de papel para os clientes. Essa medida irá reduzir a concentração desse lixo no oceano, uma vez que o papel se degrada facilmente na natureza e, desse modo, haverá uma queda no número de animais marinhos mortos asfixiados.