Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 27/08/2020
Desde que ocorreu, no século XVII, a Revolução Industrial tem mudado a vida das pessoas. Uma das novidades proporcionadas pela era industrial foi a utilização de produtos descartáveis no dia a dia, em que destaca-se a questão do plástico, tanto por sua praticidade, quanto pelo aspecto nocivo que representa ao planeta. Nesse sentido, cabe analisar os impactos causados pelo consumo excessivo desse material, especialmente no que se refere a deterioração do ambiente marinho.
Inicialmente, deve-se entrepor que milhares de famílias brasileiras sobrevivem do extrativismo marítimo. Então, a degradação do oceano fere os interesses dessa população, em específico. Haja vista que, segundo levantamentos da Organização das Nações Humanas (ONU), em 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixes, pois o material em questão é altamente nocivo à vida marinha. Ou seja, a vida das populações ribeirinhas será afetada diretamente por esse impacto de cunho antrópico. Assim, inúmeras pessoas perderão suas fontes de renda em consequência da inadimplência gerada pelo consumismo.
Ademais, cabe evidenciar o fato de que toda a população do planeta depende da saúde dos oceanos, que representam 70% de toda a superfície e é responsável por produzir metade de todo o oxigênio consumido pelos seres humanos, por meio de algas. Logo, o compromisso de reduzir o consumo do lixo é dever de todos. Inclusive do Brasil, que é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, e reciclou apenas 1,28% do total gerado até os dias de hoje, segundo dados da WWF (World Wide Fund for Nature). Mostrando o caráter nocivo que a sociedade representa em seu próprio desfavor, corroborando a frase de Simon Bolivar de que “um povo ignorante é um instrumento cego da sua própria destruição”.
Portanto, como forma de frear a destruição da vida dos oceanos, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, juntamente com as prefeituras de cada cidade, principalmente as litorâneas, criar programas de estímulo à reciclagem, como a coleta seletiva semanal, que vem surtindo efeito em algumas cidades do país e sendo aderida pela população no geral. Assim, a poluição dos mares diminuirá, até que novas alternativas mais sustentáveis e baratas sejam criadas para substituir o plástico.