Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 03/09/2020

Ao longo da história da humanidade teve-se em transformação variados aspectos, entre esses, em especial, os meios de produção. A partir do século XIX, entretanto, a transformação - chamada de revolução industrial - foi o prelúdio para a determinação do comportamento social contemporâneo. Com o auxílio de novas tecnologias nos meios de produção, o Homem passou a produzir em larga escala, a fim de alcançar a inovação. Em destaque, aos descobrimentos dessas buscas e pesquisas, há o plástico, produto com propostas inovadoras, em um primeiro momento, que se transformou em um dos maiores precursores das mazelas ambientais presentes no século XXI.

Em uma primeira análise, à considerar o pensamento do filósofo Serge Latouche, de que se produza menos e consuma menos, em razão de evitar um desastre ambiental. É válido considerar a primazia do mercado em optar pelos produtos de plástico, uma vez que o material é amplamente descartável e condiz com essa premissa capitalista. Contudo, em função do consumismo crescente, os meios para o descarte do plástico são negligenciados, bem como é evidente a falta de apoio do mercado e do Estado em introduzir medidas para a substituição do produto. Dessa forma, instaura-se o crescente acúmulo do plástico em determinado ecossistema, como o mar, e torna recorrente casos de mortes de milhares de espécies em função do mesmo.

Além disso, mesmo que a Carta Magma brasileira de 1988 assegure o direito de todos a um meio ambiente equilibrado, medidas intervencionistas do governo, a exemplo de investimentos em locais apropriados para o descarte do plástico em consonância com maiores informações sobre o impasse à sociedade, são escassas. A resultante da problemática é visível pela quantidade de lixo nas ruas - em suma composta de plástico - e a ignorância da população acerca dos danos nocivos desse material ao meio ambiente.

Torna-se claro, portanto, a relevância de medidas redutivas aos danos causados pelo plástico no meio ambiente. Para que isso corra, é preciso que o Estado, a partir de palestras e campanhas nos meios de comunicação, informe a população sobre o uso e o descarte consciente do plástico, para que assim a sociedade seja uma ferramenta de contenção dos danos gerados pelo material. Além disso cabe às grandes industrias continuar inovando, mas com a predileção de materiais que convirjam beneficamente para o futuro do planeta. Assim, é possível que o plástico não seja mais uma mazela ou desafio para o século XXI.