Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/09/2020
O plástico se tornou um problema complexo e preocupante a partir da Segunda Revolução Industrial, iniciada em 1850. Isso ocorreu devido à produção exagerada de resíduos, principalmente com fins comerciais, domésticos e urbanos, uma vez que foi impulsionada pelo consumismo desenfreado da população. Desde então, as políticas de destinação final do plástico não acompanharam sua fabricação em larga escala, o que resultou na acumulação desses objetos em lugares inapropriados, como as ruas, as praias e os rios, causando poluição dessas áreas. Logo, são necessárias iniciativas públicas para controlar e minimizar esse problema.
Nesse contexto, o crescimento acelerado da produção desses resíduos gerou inúmeros prejuízos ambientais. Um exemplo disso é a possibilidade do lixo plástico liberar, durante seu longo processo de decomposição, gases potencializadores do efeito estufa e do aquecimento global, como o metano e o etileno. Além disso, o mais alarmante é que, uma vez que descartados no ambiente marinho, os microplásticos absorvem substâncias químicas perigosas e bioacumulativas que acabam sendo ingeridos por animais aquáticos, penetrando em toda a cadeia alimentar e causando a morte de várias espécies marítimas.
Ademais, outra dificuldade com relação ao combate da poluição plástica diz respeito à falta de conhecimento da sociedade acerca dos malefícios do uso exagerado desses conteúdos, pois, quanto mais é estimulado o consumismo, maior é a quantificação da produção de sacolas, de copos e de canudos plásticos, que não foram acompanhadas por políticas públicas de destinação final adequadas. Isso leva a acumulação desse lixo em espaços comuns de ruas e de avenidas e representa um problema grave de saúde pública, tendo em vista que o acúmulo de água parada em resíduos plásticos a céu aberto aumenta perigosamente o risco de proliferação de agentes causadores de epidemias, como o “Aedes aegypti”, conhecido popularmente como o mosquito da dengue.
Portanto, considerando o que foi supracitado, na tentativa de minimizar o impacto ambiental da poluição plástica, é dever do Governo criar políticas de destinação final corretas para esses objetos e garantir, por meio da fiscalização intensa e rigorosa, que elas sejam cumpridas. Vale ressaltar que essas políticas devem incluir a construção de aterros sanitários específicos para o plástico em detrimento de lixões a céu aberto. Outrossim, o Governo necessita, ainda, criar campanhas educativas e informativas capazes de conscientizar a população acerca das consequências do uso irresponsável do plástico, e divulgá-las por intermédio das redes sociais, como o “Facebook” e o “Instagram”.