Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 04/09/2020

Promulgada em 1948 pelas Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos, entre outros princípios, visa garantir a sustentabilidade mundial e, sobre tudo, a saúde dos indivíduos. No entanto, o desenvolvimento ecológico em escala global é esporádico, visto que o uso de plásticos nas indústrias e cotidiano dos cidadãos é presente de maneira alarmante. Sendo assim, é válido discutir sobre as principais causas e impactos dessa problemática no mundo.

Em primeira análise, dados da ONG Greenpeace revelam que desde o começo do século XXI houve 42% de aumento dos microplásticos no oceano. Nesse sentido, pode-se relacionar esse impasse ao uso excessivo de plásticos em produtos industriais como é o caso dos canudos que, muitas vezes, além de serem desnecessários à mercadoria, são depositados no ecossistema marinho que, por sua vez, podem estenderem-se à alimentação do ser humano. Dessa forma, torna-se evidente a concomi-tância do abuso desses polímeros e a saúde das pessoas.

Ademais, o químico Michel Arthaud destaca o composto polietileno como principal causa da poluição no Brasil, pois é usado em sacolas e embalagens plásticas, objetos que, para o estudioso, são quase indispensáveis ao cotidiano do brasileiro. Seguindo essa linha de raciocínio, é possível ressaltar que a não sustentabilidade individual é intrínseca a poluição em âmbito nacional, pois como tais poluentes têm processos tardios de decomposição, o lixo plástico de um cidadão acumula-se até que possa, de fato, ser descartado com eficiência. Assim sendo, urge a colaboração do indivíduo em diminuir o uso desses materiais para que, provavelmente, o país não seja afetado.

Portanto, afim de que a saúde humana e marinha não seja, de certa forma, prejudicada, é necessária ação da ONU. Por conseguinte, as Nações Unidas juntamente aos países-membro deve, mediante apoio estatal destes, promover leis que possam verificar necessidade do uso de determinados plásticos em produtos industrializados com o fito de frear a produção e consumo desnecessário deles. Além disso, essas nações, assim como Brasil, precisam estimular, por meio de incentivos fiscais, a produção em larga escala de materiais ecológicos como sacolas orgânicas, para que, certamente, essa possa substituir o polietileno do dia-a-dia do cidadão. Dessa maneira, a ONU estará atuando conforme foi estabelecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos.