Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 04/09/2020

O artigo 225, da Constituição Federal de 1988, assegura que: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”. Entretanto, o cenário é diferente na sociedade brasileira contemporânea, uma vez que os impactos do lixo plástico ainda precisam ser discutidos em pleno século XXI. Diante disso, em virtude não só da lacuna educacional, mas também da priorização de interesses financeiros, emerge um problema complexo que precisa ser resolvido.

Em primeira análise, a negligência do âmbito escolar mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Consoante ao filosofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, no que tange ao lixo plástico, percebe-se uma veemente influência dessa causa, pois a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, já que não está trazendo às salas de aulas conteúdos que ajam na resolução da questão. Tal como, em matérias já criadas como, por exemplo, sociologia e filosofia, para que desperte nos alunos a vontade de discutir tal mazela que afeta diretamente o ecossistema marinho. É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionadas.

Além disso, outra causa para a configuração do problema é a priorização de interesses financeiros. Conforme Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, o qual cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo enraizado. Sob tal viés, problemas como o do impacto de lixo plástico no meio ambiente florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções catastróficas. Prova disso, em uma reportagem da National Geographic, em 2020, expôs que tal material é responsável pela morte de mil animais marinhos a cada ano. Dessa forma, indubitavelmente, medidas são imprescindíveis para a dissolução desta conjuntura.

Isso posto, uma intervenção faz-se necessária. Destarte, é essencial que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promova, para professores das redes pública e privada, cursos sobre como preservar, e manter, um ecossistema equilibrado. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos para que os educadores possam discutir questões como os impactos do lixo plástico no meio ambiente, e consigam, desse modo, propor diversas soluções em conjunto com os alunos. Com isso, o Brasil tornará uma realidade os direitos assegurados pela Constituição Federal.