Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 06/09/2020

Aristóteles, em sua obra “Ética a Nicômaco”, retrata a conduta humana como uma prática constante de virtudes. Para o filósofo grego, o homem é a causa de sua ações e, portanto, sem uma práxis virtuosa não há a possibilidade de se alcançar o bem comum. Essa perspectiva crítica deve ser considerada na análise do impacto do lixo plástico no meio ambiente, pois o uso indiscriminado do mesmo sem consciência coletiva acaba por distanciar os homens de valores para o bem comum.

A priori, a historia ocidental foi tecida por discursos que sedimentaram, na cultura moderna, a falsa ideia da supremacia do homem em relação a natureza. Dessa maneira atitudes sociais responsáveis por relações predatórias acabaram por naturalizar processos de destruição do meio ambiente. Nos tempos atuais o fato mencionado é agravado por uma cultura hedonista de consumo desenfreado, como demonstrado no uso indiscriminado de plásticos, no lugar de incentivos de uma postura ética e sustentável para com o ecossistema.

Ademais, juntamente á produção desenfreada do material maleável nota-se a falta de investimento e preparo do mundo diante da reciclagem, sendo que apenas um quinto do material é reciclado. Por conseguinte nota-se diversos problemas ambientais  em relação ao exposto como morte de vários animais pela ingestão do plástico, poluição de águas fluviais e mananciais afetando organismos aquáticos, entre outros, que colocam assim em risco as vidas do planeta. Sendo assim, a problemática discutida compromete a efetivação do artigo 6º da Constuituição Federal do Brasil, que diz respeito aos direitos sociais, por nao preservar a saúde.

Feito essa análise, é evidente a necessidade de ações conjuntas para a promoção do bem estar coletivo. Sendo assim, faz-se necessário que a Educação, como instrumento de metamorfose social, atue por meio de escolas e associações de bairro, realizando palestras e debates acerca da necessidade da redução, reutilização e reciclagem do plástico, afim de promover uma conscientização coletiva a respeito do tema. Somado á isso é importante que o Estado, como gestor administrativo, atue juntamente com o setor jurídico na melhor aplicação e fiscalização de leis para o descarte inapropriado de plásticos no ecossistema, de modo a preservar a vida. Somente assim, haverá a possibilidade de guiar os passos humanos na direção de um mundo com a constante práxis virtuosa proposta por Aristóteles, alcançando-se o bem comum com menor impacto dos plásticos no meio ambiente.