Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 07/09/2020

A urbanização começou a acentuar-se no Brasil, em 1930, a partir da industrialização, a qual foi um dos principais fatores responsáveis pelo deslocamento da população da zona rural para as cidades. Todavia, percebeu-se, consoante a tal cenário, o aumento considerável da degradação do meio ambiente. Desse modo, ao analisar os impactos do lixo plástico- notadamente, produto da expansão urbana- verifica-se, no tecido social, não só uma educação deficitária, mas também a não efetivação das garantias constitucionais.

A princípio, o professor Paulo Freire dissertou sobre a pedagogia libertadora, a qual relaciona educação crítica a serviço da transformação social. No entanto, nota-se, na contemporaneidade, uma sociedade que produz, de forma cada vez mais acentuada, resíduos de plásticos, mesmo com os avanços dos conceitos, na contemporaneidade, da sustentabilidade, responsável por aliar progresso econômico com a conservação da natureza. Nesse sentido, verifica-se indivíduos que não possuem um olhar cognitivo, mediante uma leitura do mundo que o cerca, permeada pelas consequências, nesse caso, da degradação do meio ambiente. Dessa maneira, percebe-se que os impactos do lixo plástico estão associados a uma educação deficitária que não dialoga com os pensamentos freirianos.

Outrossim, a partir da interpretação da Constituição Federal, entende-se que é dever do Estado em garantir a conservação do meio ambiente. Entretanto, a realidade expõe uma contrariedade. Esse paradoxo expressa-se, na verdade, à medida que não há políticas públicas eficientes, com o fito de dirimir, por exemplo, a quantidade de lixos plásticos na sociedade, além de uma destinação ecológica de tais resíduos. Nessa perspectiva, os fatos expostos ecoam o Enigma da Modernidade, do filósofo Henrique de Lima, o qual elucida que, apesar de a sociedade ser avançada em suas razões teóricas, é por sua vez, primitiva em suas razões éticas. À vista disso, visualiza-se que a dissonância entre os dispositivos constitucionais e a narrativa factual é um emblema que precisa ser solucionado.

Logo, é fundamental que o Poder Executivo venha a implantar nas redes de ensinos, por intermédio da colaboração do Ministério da Educação, a pedagogia libertadora, a fim de que haja a formação de cidadãos mais conscientes, objetivando, assim, a transformação social. Ademais, é imprescindível que o Terceiro Setor, aliado à mídia, desenvolva campanhas publicitárias, por meio de ambientalistas, que expliquem a importância de o Estado realizar ações, a fim de efetivar as garantias constitucionais, no tocante à conservação da natureza. Dessa forma, resolver-se-ão as questões associadas aos impactos do lixo plástico no meio ambiente e, por fim, silenciar-se-á um dos efeitos da urbanização do século passado.