Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 21/09/2020

De acordo com a ONG internacional Fundo Mundial para a Natureza(WWF), o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo. Essa posição é preocupante, perante os malefícios causados pelos detritos, visto que tanto os centros urbanos quanto o ambiente marinho são, impiedosamente, afetados por esse material. Nesse viés, medidas são indispensáveis para transmutar o problema.                                                         Em primeiro lugar, é válido salientar o acessível custo e manuseio do plástico que, possivelmente, foram os responsáveis pela rápida adesão a esse material. Nessa perspectiva, o plástico é um derivado do petróleo, importante recurso que ascendeu durante a Segunda Revolução Industrial. Assim, a produção em larga escala, desencadeada por essa Revolução, de embalagens compostas por plástico perpetuou-se e, aliada à má gestão e descarte inadequado do lixo nos centros urbanos ocasiona, comumente, o entupimento de esgotos e, como efeito, enchentes.                                              Em segundo lugar, é pertinente ressaltar que o plástico leva, em média, 400 anos para se decompor. Nesse contexto, segundo uma pesquisa feita pelo Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, o Oceano Atlântico tem pelo menos 10 vezes mais poluentes plásticos do que se pensava. Esse número é alarmante, uma vez que ao chegar aos oceanos, o lixo assume não só a forma de outros animais, como a das águas-vivas, mas também a forma de alimentos, comprometendo a cadeia alimentar e causando a morte da fauna marinha. Isto posto, providências devem ser tomadas para reduzir esses índices.                                                                     Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, principal órgão com a função de adotar estratégias para a preservação desse, deve investir em projetos e em instituições que tratam sobre a reciclagem e o descarte consciente, por meio do envio de verba e distribuição, no País, de lixeiras com coleta seletiva do lixo, a fim de reaproveitá-lo e mantê-lo em uso. Logo, ao longo dos anos, será possível reduzir a quantidade de lixo produzida pelo Brasil.