Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 28/09/2020

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento à realidade, os impactos do lixo plástico no meio ambiente funcionam como gotas de sujeira poluidoras da sociedade brasileira. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e de recursos impedem a limpeza completa do oceano e a confiança na humanidade.

Em primeiro plano, pode-se destacar a carência de incentivo para diminuir o uso exacerbado de produtos originados do plástico. Desse modo, quando uma pessoa não faz a mediação entre usar conscientemente um artefato, mas o utiliza em excesso, por exemplo, sacolas de papel - ecologicamente aceitas - em vez de plástico, assim como copos e outros descartáveis feitos do material referido que contribuem para poluir o ambiente de muitos animais, como as tartarugas, no meio aquático que, constantemente, alimentam-se de canudos utilizados e jogados no oceano, várias vezes, de modo indireto, por empresas de recolhimento de lixo. Segundo, Robert Cialdini, autor do best-seller “Armas da persuasão”, “as ações das pessoas ao redor são importantes para formar nossa resposta”, ou seja, fica evidente que sem corretas formas de mostrar para os indivíduos de que estão agindo incorretamente, exemplificando, por influências erradas de parentes ou amigos, continuam praticando o ato erroneamente e não desenvolvem o senso crítico, formador da personalidade social, isto é, a forma de agir socialmente. Dessa forma, é necessário mostrar a resposta certa para que os cidadãos construam sua opinião e desenvolvam melhorias sobre o assunto.

Além disso, é notório a falta de atenção pelo governo referente a qualidade de vida dos animais atingidos por lixos oriundos de plásticos. Consoante a isso, a carência de recursos monetários investidos pelo poder estatal na questão da busca de áreas em que os resíduos com o material maleável são encontrados na natureza, bem como pesquisas para desenvolver métodos que salvem vidas dos seres afetados, amplifica as consequências, como a poluição (terrestre e oceânica) e a morte da fauna que, de acordo com a revista Exame, o plástico promove a fatalidade de mais de mil animais por ano apenas no mar. Assim, é essencial promover medidas que tragam meios econômicos para melhorar a qualidade de vida do ecossistema.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter/ ampliar /diminuir /amenizar os impactos do lixo plástico. Por conseguinte, cabe a Escola, fazer palestras, ministradas por psicólogos, em ginásios das instituições de ensino, com o “slogan” “cuide com o plástico”. Isso pode ser feito por meio de diálogos com exemplos, entre o público presente e o especialista, sobre os prejuízos da utilização em excesso de produtos com o plástico como matéria-prima, tanto para o meio ambiente, quanto para os animais, a fim de que incentive as pessoas a usar somente o necessário e desenvolver o pensamento crítico sobre o assunto, resultando na plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias sociais de desenvolvimento. Além disso, O Ministério da Ciência poderia promover campanhas informacionais de doação de recursos monetários, por meio da internet, com o título “Ajude o mundo”, de modo que as pessoas poderão investir voluntariamente em projetos de pesquisa para ajudar os animais prejudicados pela poluição de plásticos na flora do país, resultando na união entre corpo social e político para melhorar o país. Dessa forma, as gotas de sujeira serão insignificantes para poluir o imenso azul do oceano; a fé na humanidade e a amenização das consequências tornar-se-ão destinos certos.