Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 17/09/2020

A partir da mecanização da produção, o estimulo ao consumo tornou-se um fator primordial para a manutenção do sistema capitalista. Parafraseando o filósofo alemão Karl Marx, para que esse incentivo ocorresse, criou-se o fetiche sobre a mercadoria: constrói-se a ilusão de que a felicidade seria alcançada a partir da compra do produto, isso resulta em toneladas de lixo se acumulando no planeta. De maneira análoga a isso, os impactos do lixo plástico no meio ambiente. Nesse prisma, dois aspectos importante se destacam: a falta de métodos tecnológicos para reutilização do plástico e os diferentes tipos de poluição oriundas do plástico.

Sob um primeiro viés, cabe-se destacar a falta de investimento em métodos tecnológicos para a transformação e reutilização do lixo plástico, entrave que barra o avanço científico e impede que toneladas de material sejam utilizados para outros fins. Sendo assim, pesquisas revelam que apenas 9% do lixo plástico gerado é reciclado -300 milhões de toneladas produzidas por ano-, além do descaso com o lixo eletrônico, que é negligenciado nos aterros e lixões expondo diversos resíduos tóxicos como os de baterias ao solo. Desse modo, é indubitável não só a necessidade de novos métodos para o tratamento correto e menos poluente possível do lixo, mas também a redução no padrão mundial de consumo pela população.

Outrossim, são notórias as diversas vertentes de poluição oriundas do lixo plástico, são toneladas de resíduos despejados ao mar todos os minutos, a queima desses resíduos a céu aberto também libera diversos gases tóxicos na atmosfera como dioxinas e furanos -gases cancerígenos-. Consequentemente, dados chocantes da IUCN (União Internacional de Conservação da Natureza) relevam que aproximadamente 100 mil animais marinhos morrem todos os anos em decorrência da ingestão de material plástico; a pesquisa ainda revela que até o ano de 2050 haverá mais plástico que peixes nos oceanos. Sendo assim, é notório que ações devem ser tomadas o quanto antes, para que centenas de vidas e espécies, sendo elas marinhas ou terrestres sejam preservadas.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir o consumo de plástico no mundo. Por conseguinte, cabe a ONU -Organização das Nações Unidas- juntamente com outros países, a criação de tratados como o Protocolo de Montreal que veta substâncias altamente prejudiciais a camada de ozônio, mas voltados para o ambiente marinho, que é o que mais degradado;  projetos que serão desenvolvidos com subsídios provenientes de multas ambientais, que também devem ter seus valores reajustados, a fim de que grandes empresas não respondam a multas levianas; além de utilizar este financiamento para a ampliação de pesquisas com foco em reutilização do plástico. Somente assim, o meio ambiente como vemos hoje poderá perpetuar as próximas gerações.