Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 19/09/2020

“Por que não salvamos o planeta enquanto tínhamos tempo?”. A frase do documentário “A Era da Estupidez”, de Franny Armstrond, reflete o ano hipotético de 2055, quando a terra está assolada de catástrofes naturais, oriundas das alterações climáticas. Ao se focar no momento atual, o alerta do documentário se alinha ao Brasil, uma vez que o comprometimento com o desenvolvimento sustentável caminha ao lado do descarte inadequado dos produtos plásticos. Ora, uma atmosfera de negligenciamento que apadrinha o futuro.

Na proa dessa reflexão reside a leniência do Estado para com as agressões a biodiversidade. Na ótica de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de baleias mortas por causa do excesso de lixo, o recrudescimento do despejo impróprio de tal produto e, sobretudo, a extinção de animais se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma ação mais urgente dos gestores públicos, na qual a “parte ignorada” em prol de discursos econômicos, literalmente, constitui mais significativa para a permanência da vida como um todo. Nesse sentido, efetivar uma política ambiental é fulcral para estancar essa mazela.

Por sua vez, o papel apático da coletividade constitui como outro agravante dessa assertiva. Em meados de 2018, a jovem Greta Thunberg pregava indignação com as autoridades, reivindicando um olhar mais atento a causa ambiental. De forma adversa, a sociedade brasileira não se motiva a lutar por maior respeito a natureza, pelo ao contrário, destrói ainda mais ela, um “modus operandi” da intensa omissão, assim, só amplifica mais crimes e, por tabela, impunidade. Logo, se o olhar coletivo é míope as riquezas naturais padece no futuro.

Infere-se, portanto, que nessa problemática o Governo deve intensificar a atuação de órgãos de enfrentamento como o Ibama, por meio de investimentos em estruturas e ampliação de mais agentes em locais distantes, a fim de barrar o percusso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa ampliar a discussão acerca dessa temática, por intermédio de documentários e, por extensão, entrevistas com biólogos e Ongs inseridos nessa causa, com o fito de fomentar a consciência coletiva, sob pena que “A Era da Estupidez” não é tão somente uma obra de ficção.