Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 21/09/2020

A II Revolução Industrial possibilitou a transformação do petróleo em plástico, e a junção desse mecanismo ao modelo Fordista- Taylorista de produção em larga escala, possibilitou a disseminação desse produto. Na contemporaneidade, os altos índices dessa fabricação geraram impactos negativos no meio ambiente. Esse cenário é fruto da falta de atuação das autoridades no controle de captação e reaproveitamento desse material, o que impacta diretamente o ecossistema.

Mormente, é fulcral pontuar que o descarte dessa substância na natureza deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à crianção de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman “tudo o que fazemos ou deixamos de fazer impacta na vida de todos, e tudo o que as pessoas fazem ou se privam de fazer afetam nossas vidas”. De maneira análoga, a falta de atuação dos órgãos competentes, permite que o descarte desse material seja realizado em locais inapropriados, uma vez que as formas de captação para reciclagem são mínimas ou inexistentes. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatual de forma urgente.

Outrossim, é fundamental apontar que os elevados números de mortes de espécies marinha é consequência desse ato. Os impactos ocasionados pela presença desse conteúdo nós mares possibilitam tanto a poluição das águas quanto a morte dos seres ali presentes. Segundo o site “Catraca livre” o plástico é responsável por 100 mil mortes de animais marinhos anualmente. Dessa forma, a sociedade é colocada como contribuinte para a continuação da poluição global e a mortalidade dessas espécies, pois além de ser criadora do plástico e também responsável pelo desprezo dele no meio ambiente.

Depreende-se, portanto, a necessidade de soluções para sanar o impasse. Em princípio, é fundamental que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, será revertido na criação de centros de reciclagem, e através da descentralização desses centros, torná-los acessível a população e movendo-a a participar desse processo. Ademais, é indispensável que a mídia introduza esse debate dentro dos lares, por meio de propagandas, afim de mobilizar a população ao combate desse empecilho. Somente assim, o fruto das revoluções valerá apena.