Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 28/09/2020

Toda agressão ao meio ambiente é uma afronta a uma sadia qualidade de vida para as presentes e futuras gerações. No entanto, esse direito difuso assegurado na Carta Magna é, na contemporaneidade, negligenciado tanto pelo poder público como pelo cidadão brasileiro, ambos omissos aos interesses da coletividade. Com efeito, é imprescindível que se combata os dois principais desafios dessa questão: o descarte de plásticos sem qualquer reciclagem e a limitada visão da sociedade.

Em primeiro plano, a poluição gerada por plásticos no meio ambiente é viabilizada por seu efêmero uso e inadequado destino. A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman disserta que atualmente se vive em um período denominado “Modernidade Líquida”, em que nada é feito para durar. Nessa percepção, Bauman reflete a transitoriedade e rapidez com que as coisas são substituídas e descartadas - canudos, embalagens e objetos plásticos. Em tal lógica, milhares de toneladas de lixo plástico, que anteriormente estampavam as prateleiras de supermercados e lojas, agora, poluem não somente o meio ambiente, mas a paisagem. Assim, o descarte de plásticos, sem qualquer reaproveitamento, tornou-se natural e corriqueiro, algo grave, pois compromete uma das peças-chaves para uma harmônica existência da humanidade e natureza: a sustentabilidade.

De outra parte, a frágil percepção de futuro da geração coca-cola figura como um outro desafio. Nesse sentido, a assertividade do filósofo Arthur Schopenhauer continua válida: todo homem utiliza seu campo de visão como limite para o mundo. Ocorre que, na modernidade, o indivíduo sequer pensa no possível descarte que receberá o lixo proveniente do consumo diário, pensam somente no  benefício obtido, e esquecem que esse produto pode, em breve, comprometer de forma irremediável a vida no planeta. É nesse cenário, em que a rotina imprime um consumismo obrigatório - sacolas e recipientes plásticos - que o ser humano impõe à natureza o sofrimento da coexistência com esse ser indiferente. Lê-se, pois, como dramático diante de tão nocivo panorama, a visão limitada.

Impende, portanto, apresentar caminhos para que os impactos do lixo plástico no meio ambiente sejam atenuados no Brasil. Para tanto, o Congresso Nacional, por meio de lei, deverá formular uma medida que obrigue as grandes empresas produtoras de plásticos a investirem um percentual, de no mínimo 5% da margem de lucros, em sua reciclagem. Isso fará com que esse material componha novamente a linha de produção, e consequentemente diminua o seu percentual sem reaproveitamento, de sorte que, como prevê a carta política, o direito a um meio ambiente ecologicamente sustentável, em breve, seja factual na nação verde e amarela.