Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 02/10/2020

No século XIX, com o objetivo de substituir o marfim dos elefantes, foi criado um novo produto para salvar as vidas desses animais: o plástico. Entretanto, o que era visto como solução se tornou um dos maiores problemas ambientais da atualidade, cujo excesso está trazendo desequilíbrio ecológico drástico. Com efeito, a irresponsabilidade dos indivíduos, bem como a omissão do Estado facilitam os impactos negativos desse composto sintético.

Em primeiro lugar, os indivíduos negam-se a enxergar os danos que o plástico traz ao meio ambiente. A esse respeito, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 40% do descarte foi utilizado apenas uma vez. Desse modo, constata-se a despreocupação da população em reduzir o seu consumo desse material. Em virtude disso, o lixo tende a aglomerar-se cada vez mais no planeta, trazendo diversos impactos negativos, como os entupimentos de valas e de bueiros, que geram enchentes e desabrigam pessoas. Sendo assim, não é razoável que esse comportamento permaneça.

Ademais, o Estado insiste em se omitir frente ao descarte exacerbado desse polímero. A exemplo disso, a Constituição Federal Brasileira — promulgada em 1988 — determina que o Estado deve ser responsável pelo equilíbrio ecológico nacional. Todavia, esse direito não é congruente com a realidade, haja vista que o Brasil está entre os países com a maior produção de lixo plástico do mundo (conforme dados do Fundo Mundial para a Natureza) e, dessa maneira, protagonizando o terrível papel de destruir o desequilíbrio ambiental. Assim, enquanto a indiferença governamental for a regra, a redução do lixo plástico será a exceção.

Portanto, fica evidente que a sociedade precisa mudar a sua postura no que tange à produção de lixo plástico. Para isso, o Ministério da Educação deve desconstruir o pensamento equivocado de que o excesso desse rejeito é algo trivial por meio de projetos pedagógicos — como palestras e debates —sobre os impactos do lixo plástico, tal qual incentivar uma prática sustentável no dia a dia, a fim de diminuir o seu excesso nos ecossistemas. Logo, o Estado estar-se-á mostrando capaz de cumprir o que ordena a Constituição e o plástico poder-lhe-á, finalmente, ser o que foi idealizado no século XIX.