Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 10/10/2020
A Grande Depressão, de 1929, foi, em síntese, a quebra do sistema econômico capitalista, causada pelo acúmulo dos estoques, proveniente da superprodução desproporcional ao mercado consumidor. Hodiernamente, o mundo caminha para um semelhante desequilíbrio, visto que a hiperprodução de plástico aliada ao consumismo desenfreado têm degradado o meio ambiente.
Sob esse viés, embora hoje não falte mercado consumidor, como no cenário supracitado, a problemática instala-se na destinação final do produto. De acordo com a Constituição Federal de 1988, no artigo 225, o meio ambiente, ecologicamente equilibrado, não é somente direito de todos, mas também dever. Entretanto, a avidez consumista atual é um solo fértil para a famigerada indústria e, ambos, estão impactando negativamente a natureza, tendo em vista a despreocupação com o fim de seus “bens”. Com efeito, o homem está contra seu maior patrimônio.
Consequentemente, a biosfera não suporta tal pegada produtiva. Segundo estimativas da ONU, até 2050 haverá mais plástico, em peso, que peixes no oceano. Nesse sentido, ironicamente, o planeta está atravessando a era “antropocena”, cuja marca é a formação do seu sétimo continente, formado por plástico. Vale destacar, que tal insumo tornou-se isca para os animais levando-os à morte, devido a ingestão desses polímeros. Assim, à medida que a poluição aumenta, a biodiversidade é dizimada.
Portanto, torna-se patente a urgência dessa temática. Sendo assim, para que haja sustentabilidade no ciclo produtivo e de consumo, o Senado Federal, deve criar uma lei que determine a substituição desses polímeros por biodegradáveis, e estabelecer o prazo de meia década para a adequação das indústrias, tendo em vista a complexidade do processo. Além disso, é necessário que, por meio de propaganda, advirtam sobre os prejuízos de não haver reciclagem dos plásticos. Desse modo, o mundo não precisará amargar outra crise de produção irresponsável.