Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 13/10/2020
A indústria petrolífera surgiu em meados do século XIX, sendo potencializada, sobretudo, pelo uso do petróleo em motores e máquinas. Com a modernização, essa matéria prima introduz seus subprodutos ao mercado, que por sua vez adquirem demasiada importância, com ênfase ao plástico, atualmente presente em abundância na generalidade das esferas mundiais. Esse contexto, levando em conta os aspectos ambientais e sociais, incita o questionamento da dependência exacerbada de tal material, bem como suas consequências ao meio.
Inicialmente, é necessário entender as razões para o uso excessivo do plástico. Sua maleabilidade, multifuncionalidade e fácil higienização, fizeram com que houvesse melhor desenvolvimento em áreas das mais variadas, desde a saúde à indústria cinematográfica, por exemplo. Ademais, seu baixo custo em grandes escalas e alto tempo de degradação atraem olhares que acabam saindo do controle, fazendo com que hoje, segundo a ONU, o controle do consumo de plástico seja o maior desafio do século XXI.
Apesar dos inúmeros benefícios advindos do plástico, esse composto em larga produção e uso traz graves consequências, que se encontram principalmente no panorama ambiental. Nesse sentido, essa situação condiz com a ideia do ecologista Hardeen, que aborda a ganância individual como fator ocasionador da falência dos recursos coletivos, uma vez que a humanidade não exerce a responsabilidade ambiental necessária para o descarte correto e uso do plástico. Essa circunstância se reflete em bilhões de toneladas de plástico despejadas no oceano anualmente, ocasionando imensa perda de biodiversidade e, em terra, acúmulos que geram superlotação de lixões alagamentos e enchentes.
Assim, um grande desafio no Brasil atualmente é desenvolver ideias de comportamentos e materiais que diminuam a dependência do plástico. Portanto, é dever do governo, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, incentivar a indústria a utilizar o plástico biodegradável, por meio de subsídios, reduzindo o excesso de lixo plástico circulando no meio ambiente com tempo demasiado de decomposição. Outrossim, aplicar, por meio da Vigilância Sanitária, de forma mais incisiva, a lei que proíbe o uso de sacolas plásticas e de canudos em estabelecimentos comerciais, sendo passíveis de multas. Desta forma a sociedade caminhará para um rumo mais sustentável e ramificado de opções no mercado.