Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 26/12/2020

No filme “Proucurando Nemo”, há lugares no mar em que os peixes não podem ir, pois estão lotados de lixo não biodegradável. De fato, casos como esse não se limitam a cenários fictícios e refletem os danos que os dejetos podem causar. Nessa lógica, é pertinente debater acerca dos impactos do lixo plástico no meio ambiente. Sobre essa perspectiva, é apropriado alegar que a crescente produção de resíduos não degradáveis começou a partir da Revolução Industrial e é de responsabilidade mundial reparar essa consequência histórica.

Deve-se pontuar, antes de tudo, que com o advento da Revolução Industrial e a consolidação do capitalismo, as indústrias precisaram criar artifícios para influenciar os indivíduos a comprarem de forma proporcional à produção. Nessa lógica, é válido afirmar que esse consumismo gera diversos resíduos de maneira exacerbada, desde a linha de criação até o descarte do produto. Decerto, o plástico foi inventado em 1909 e demora 500 anos para se decompor no meio ambiente, sendo assim o primeiro material desse gênero ainda está presente na natureza. Logo, presume-se que a tendência de consumo em massa criada pelas fábricas torna-se ainda mais prejudicial quando o lixo gerado é plástico, pois ele é somado aos que já estão descartados e impacta cada vez mais áreas da biosfera.

Ademais, a interferência dos resíduos humanos no meio ambiente é uma preocupação global. Dentre esses efeitos, em 2015 diversos países se comprometeram em realizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas  (ONU), nos quais uma das metas é promover o consumo responsável e diminuir a quantidade de lixo produzido. Por certo, um dejeto praticamente eterno como é o plástico, impacta o meio ambiente e uma vez que ele não é natural, o resultado dessa ação não tem como ser positivo. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que efetuem esse acordo internacional, em questão com os plásticos.

Torna-se evidente, portanto, que casos como o apresentado em “Procurando Nemo”, não podem continuar a ser reflexo da sociedade moderna. Assim, é necessário que cada país trabalhe essa questão internamente. No caso do Brasil, cabe ao Ministério da Indústria e Produção, com ações do Conselho Nacional da Indústria, diminua a quantidade de resíduo plástico produzido durante a linha de produção, por meio de um regulamento próprio voltado a isso, a fim de coagir as fábricas a optarem por materiais biodegradáveis. Além disso, as prefeituras precisam dar um destino adequado ao lixo, por intermédio da criação de postos para recolhimento dele, a fim de o reutilizar com novas funções já que estará no meio ambiente por muito tempo. Enfim, a partir dessas ações, o Estado diminuirá a quantidade de lixo conforme acordado com a ONU.