Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 25/11/2020
O plástico surgiu com a finalidade de substituir outros materiais que estavam se tornando escassos na natureza. Porém, devido à sua rápida popularização, tornou-se o maior desafio ambiental do século XXI, visto que já foi descartado 75% de todo o plástico produzido. Nesse sentido, a dependência desse produto barato e extremamente duradouro gera graves impactos socioambientais, como contaminação do solo, do ar e, sobretudo, da água, além de prejuízos econômicos à sociedade.
A priori, conforme o Banco Mundial, o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, sendo o ecossistema marinho o principal afetado com a poluição das águas e a morte dos animais. Reflexo disso, é o volume de material sintético que escoa para os mares todos os anos, cerca de dez milhões de toneladas, segundo o Fundo Mundial da Natureza - WWF -, situação que atinge diretamente o setor pesqueiro e o turismo. Sob essa ótica, pesquisas realizadas no país comprovaram que os frutos do mar tem alto índice de toxinas pesadas, oriundas a partir do plástico, o que é preocupante, pois houve um aumento de quase 200% no consumo de pescados. Ademais, pedaços desse material pode ocasionar lesões nos animais e até mesmo a sua morte, devido o estrangulamento, circunstância que já foi registrada em mais de 270 espécies de animais, logo afeta as atividades econômicas citadas.
Além do mais, a queima ou incineração do lixo plástico pode liberar na atmosfera gases tóxicos, muitos prejudiciais à saúde humana. Também, o seu descarte indevido, polui corpos d’água e reservatórios que causam o aumento de problemas respiratórios, doenças cardíacas e danos ao sistema nervoso, em decorrência da ingestão de micro e nanoplástico, que são invisíveis aos olhos. Apesar dos impactos citados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, ainda não é possível dimensionar totalmente os efeitos do microplástico na água potável e, por conseguinte, em humanos. Desta forma, é evidente a necessidade de uma mudança da relação das pessoas com esse material, em consonância com pensamento de Paul Atson, co-fundador do Greenpeace, “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”.
“Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja”. Tal declaração do filantropo Chico Xavier reforça a importância das pessoas praticarem o consumo consciente, mediante a redução e a reutilização de plásticos descartáveis, e, assim, minimizar a quantidade desse lixo no meio ambiente. Ainda, o Estado deve promover parcerias com empresas de tecnologia, por meio da oferta de incentivos fiscais, para o desenvolvimento de produtos que não provenham do petróleo, mas, sim, de substâncias biodegradáveis, desta forma diminuir o excesso de matéria plástica na biosfera e os impactos na saúde dos seres humanos.