Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 06/11/2020
Conforme Karl Marx, sociólogo alemão, não basta identificar o problema: faz-se necessária uma “Práxis” – ação transformadora – para sua solução. Tal raciocínio, no presente, poderia servir de força motivadora no enfrentamento dos desafios para combater o prejuízo ambiental causado pelo lixo plástico no Brasil. Infelizmente, o Poder Executivo e o sistema de ensino escolar não atuam de maneira efetiva para mitigar tal condição. Nesse sentido, faz-se preciso verificar o papel fundamental do Estado e suas ações perante a situação, que torna-se cada vez mais desafiadora.
A princípio, a Constituição Cidadã de 1988, garante o bem-estar de qualidade como direito de todos e dever do Estado, sendo o compromisso desse, promover o acesso igualitário e universal às ações e aos serviços para sua ação e proteção. Contudo, o Poder Executivo não efetiva esse direito, visto que, minimiza a atenção aos impactos ambientais causados pelo lixo plástico, os quais influenciam diretamente na morte de milhares de animais, no malefício para a natureza e consequentemente à exposição humana. Portanto, nota-se que a lei não funciona na prática. Ademais, as campanhas ambientais pouco têm surtido efeito, pois, por qual motivo as indústrias ainda não substituíram os produtos plásticos por outro material que seja sustentável? Chamar a atenção sobre o enorme impacto ambiental desses materiais e sugerir outros caminhos para um consumo consciente, é tarefa inadiável.
Em segunda análise, pode-se dizer que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, o Brasil está estre as quinze melhores posições da economia mundial, nesse sentido, seria racional acreditar que possui um sistema de ensino eficiente, mas a realidade é justamente oposta, e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de humanização da população com o ecossistema. Possivelmente, se houvesse nas escolas um desenvolvimento amplo sobre o Planeta Terra, esse descaso ambiental não seria tamanho, aprender-se-ia melhor sobre o descarte de sedimentos e a não utilização de matéria possivelmente tóxica, assim como o plástico.
Portanto, seguindo a lógica de Marx, cabe ao Governo do país ser o agente da “Práxis” no obstáculo do lixo plástico. Assim, o Poder Executivo, com a finalidade de mitigar a situação, deve investir no Ministério da Educação e no Ministério das Cidades, por meio de verbas governamentais, para que atuem ativamente na causa, e promovam projetos ecológicos, em vista da conscientização dos brasileiros sobre a importância desse tema. Com essas medidas, o Brasil poderá reverter o atual prognóstico consternador.