Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 07/11/2020
O plástico, a reutilização e a necessidade de um consumo consciente são encadeamentos de ideias que, no século XXI, não passam de utopias distantes de serem alcançadas. Em analogia, resíduos de polietileno surgiram para substituir o marfim do elefante e, consequentemente diminuir a poluição no planeta, o que, ironicamente, contradiz com a contemporaneidade, na qual os impactos do plástico no meio ambiente tornam-se cada vez mais exacerbados e longe de serem resolvidos. Dessa forma, discussões sobre a ineficácia da reciclagem e o destino inapropriado dos lixos são urgentes.
Em primeira análise, a reciclagem de resíduos é imprescindível para assegurar uma relação harmônica entre o ser humano e a natureza e, indubitavelmente, é uma ferramenta essencial no que tange à eficácia de tal âmbito. Todavia, como apresentado no filme Wally-e, o Planeta Terra, se continuar no mesmo ritmo de poluição, será inabitável principalmente pelo acumulo de lixo que não possuíram o tratamento apropriado, ou seja, na medida em que a despreocupação quanto à reciclagem se perpetuar, o mundo continuará se aproximando do fim. Nesse viés, a insuficiência de tratamento do plástico intensifica as mudanças ecológicas de forma negativa, uma vez que alteram drasticamente o ciclo da natureza.
Outrossim, o uso excessivo do plástico e seu destino, na maioria da vezes, inapropriado, contribui na poluição de mares e oceanos, atingindo milhares de peixes. Em síntese, de acordo com uma célebre frase do oceanógrafo francês Jacques Cousteau, “o mar é o esgoto universal”, e que, em outras palavras, é o destino de milhares de resíduos maléficos para a vida marinha. Portanto, é nítido que a irresponsabilidade humana diante da problemática está presente no mundo atual e, por causa da ignorância ou desumanidade, contribui com a poluição e destruição do que se há de mais belo, a natureza e os recursos naturais, visto que milhões de toneladas de plásticos chegam às águas ricas em biodiversidade, a qual é diretamente afetada.
Depreende-se, dessa maneira, que há a necessidade da colaboração de toda a sociedade diante da abordagem apresentada. Logo, o Governo Federal – principal órgão que rege leis – deve criar medidas que ofereçam maiores preservações, seja terrestre, seja marítima, e leis eficazes que atuem na reciclagem adequada e na fiscalização dos destinos dos lixos, através de maiores verbas direcionadas a tais setores – juntamente com o apoio de especialistas e da comunidade- para que os índices de poluição e problemas com o plástico possam diminuir. Somente assim, pode-se formar um país consciente e humanitário e fazer com que o encadeamento de ideias quanto ao uso desses resíduos, apresentados inicialmente, se torne algo real.