Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 07/11/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, no Brasil do século XXI, o consumo exacerbado e o descarte inconsequente desses materiais geram diversos malefícios ao meio ambiente e a população impossibilitando assim que essa parcela da população desfrute desses direitos supracitados. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contrate é claramente refletido na carência de um educação ambiental por parte da população. Segundo a Revista Galileu, mais de 50% das cidades brasileiras descartam seu lixo de maneira incorreta, o despejando em lixões ou até mesmo nas ruas, causando o entupimento  dos bueiros e enchentes em períodos chuvosos e aumentando o aparecimento de enfermidades. Dessa maneira, é possível perceber que com a falta de atenção da sociedade, a proteção do meio ambiente não é firmada.

Faz-se mister, ainda, salientar o consumismo e a má influência midiática como impulsionador perante do imbróglio. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas, sociais e econômicas é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, na Brasil cerca de aproximadamente 11 milhões de toneladas de lixo são produzidos no território, notando assim uma negligência por parte dos brasileiros, pois, para produzir esse excesso de poluente plástico, é necessário que haja um alto consumismo desnecessário. Diante de tal exposto, é preciso um reformulação dessa postura consumista da sociedade pós-moderna.

Infere-se, portanto, é indispensável a adoção de medidas capazes de mitigar os impactos do lixo plástico no meio ambiente. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente desenvolver palestras com o intuito de conscientizar os indivíduos, sobre os riscos desse descarte inadequado e os danos que podem ser causados na saúde, em parceria com a mídia divulgar produtos recicláveis, como sacolas biodegradáveis e canudos de metal. Nesse sentido, o fito de tal ação é incentivar a diminuição do consumo desse polímero e a recuperação dos ecossistemas danificados. Somente assim, esse problema será, gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador “na mudança do presente a agente molda o futuro”.