Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 20/11/2020
No filme Wall-E, produzido pela Pixar Studios, é retratado um futuro distópico no qual a humanidade não consegue permanecer na Terra devido o excesso de poluição por detritos produzidos e descartados de modo inconsequente. Essa problemática ambiental transpõe o cinema, pois é hodierna principalmente no que tange os lixos plásticos. Tal conjuntura ocorre em virtude não só da inconsciência ecológica individual, mas também pela precária responsabilização que os fabricantes desses materiais têm. Por isso, urge que ações mitiguem esse impasse.
Em primeiro plano, é imperioso ressaltar que os consumidores de produtos com recipientes e utensílios plásticos, como sacolas, copos, garrafas e canudos descartáveis são potenciais agentes de poluição pelo uso excessivo desses recursos e seu descarte inadequado. Consoante a isso, o filósofo alemão Hans Jonas elucida que a moral com o meio ambiente é menosprezada na contemporaneidade, o que torna os seres humanos egoístas e despreocupados com futuras gerações. Nesse sentido, percebe-se que grande parte da sociedade não verifica os prejuízos de se optar por embalagens não biodegradáveis, fato preocupante, haja vista que, elas se acumulam no decorrer do tempo e interagem com os animais de forma negativa como quando se prendem aos seus corpos e os imobiliza.
Além disso, é possível perceber que a maioria das indústrias fabricadoras de polímeros sintéticos ou as que incluem essa substância em suas mercadorias não atuam de forma otimizada na retirada dos resíduos de suas cadeias produtoras da natureza .Sob essa ótica, analisa-se a existência de legislações verdes nesse sentido em vários países, como a Política de Resíduos Sólidos no Brasil, entretanto elas não são efetivadas por completo, já que a ONU Meio Ambiente verifica ,a cada ano, ilhas de plásticos maiores nos oceanos. Então a necessidade de pungência em uma logística reversa se faz presente, uma vez que quando não retirados dos mares as cadeias plásticas se rompem e formam microplásticos que são consumidos como algas e afetam toda a cadeia alimentar marinha.
Depreende-se, portanto, o quão imprescindível é que os indivíduos utilizem e joguem fora o plástico de maneira adequada. Para isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente incentivar a mentalidade sustentável na população brasileira, por meio de amostras em espaços públicos , como bibliotecas e museus, nas quais dados estatísticos sobre o lixo de polímero sintético e seus efeitos sejam abordados, a fim de mudar o consumo de itens descartáveis. Ademais, é preciso que o Poder Executivo, responsável por efetivar as leis, fiscalizem e encaminhem ao judiciário indústrias e empresas que estão no território nacional e descumprem a legislação ambiental. Assim, pressupõe-se que a distopia de Wall-E permaneça no campo teórico e a humanidade permaneça na biosfera de forma equilibrada.