Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 20/12/2020
Garrafas PET, sacolas de supermercado, copos descartáveis. Todos esses são exemplos de objetos feitos de plástico, composto altamente presente no cotidiano da maioria das pessoas, como é observado por meio dos elementos enumerados. Contudo, tal recorrência, decorrente, principalmente, do consumo exacerbado da sociedade, acaba por gerar grande contingente de lixo, o que traz prejuízos, sobretudo, ao meio ambiente. Dessa forma, fica claro que medidas devem ser tomadas.
Em primeira instância, é preciso analisar o porquê de haver a formação de tanto lixo proveniente do plástico. Dentre os motivos de tal ocorrência, destaca-se o consumismo da população. Esse comportamento remonta à década de 1970, na qual houve a ascensão do Toyotismo — modelo produtivo que visava evitar a formação de estoque — com uma proposta de aumento do consumo através da constante mudança dos produtos e do ciclo de obsolescência programada. Assim, com esse estímulo, a população eleva exponencialmente sua obtenção de produtos feitos desse polímero e de estruturas plásticas que acompanham o objeto, resultando na formação de quantidades lixo.
Outrossim, convém enfatizar os danos que o lixo plástico causa ao planeta. Devido a grande quantidade, a principal adversidade decorrente desses resíduos é o local de descarte. Dentre as localidades escolhidas para atender a essa necessidade, duas se sobressaem como soluções problemáticas: lixões e oceanos. Na primeira, há o acúmulo de dejetos ao ar livre, ocasionando não só mau cheiro mas também infiltrando chorume no solo, pois o local não é impermeabilizado, afetando, consequentemente, os lençóis freáticos. Ainda, nos corpos hídricos julgados, apesar de não serem locais destinados ao descarte, existe uma enorme quantidade de plástico. E esse preocupante fato é a razão de vários impactos, dos quais o mais alarmante é a morte de animais pela ingestão desse polímero — 1,5 milhões ao ano, de acordo com o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento francês —, todavia, a problemática se estende a possíveis extinções e/ou a desequilíbrios nas teias alimentares.
Evidencia-se, portanto, que o plástico, apesar de ter grande utilidade para o ser humano, é responsável por um gigantesco revés que precisa ser resolvido urgentemente. E, para que isso ocorra, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com a mídia, mudar o pensamento consumista da população brasileira, por meio de propagandas que exponham os prejuízos ocasionados pelo lixo, sobretudo o proveniente do polímero tratado, e como a redução do consumo e a adoção do pensamento dos 5Rs podem mudar esse cenário. Ainda, é de responsabilidade do Estado fiscalizar os municípios para certificar-se do fechamento dos lixões, punir os infratores dessa máxima e os poluidores dos rios e oceanos. Assim, o país reduzirá os danos do plástico ao usá-lo moderadamente.