Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 09/11/2020

O plástico, a reutilização e a necessidade de um consumo consciente são encadeamentos de ideias que, no século XXI, não passam de utopias distantes de serem alcançadas. Em analogia, resíduos de polietileno, contradizendo com sua função inicial de diminuir a poluição e substituir o marfim dos elefantes, geram impactos cada vez mais negativos no meio ambiente. Dessa forma, discussões sobre a ineficácia da reciclagem e o destino inapropriado dos lixos, juntamente com seu uso exacerbado, estão longe de serem resolvidos e tornam-se urgentes.

Em primeira análise, a reciclagem de resíduos é imprescindível para assegurar uma relação harmônica entre o ser humano e a natureza e, indubitavelmente, é uma ferramenta essencial no que tange à eficácia de tal âmbito. Todavia, como apresentado no filme Wally-e, o Planeta Terra, se continuar no mesmo ritmo de poluição, será inabitável principalmente pelo acúmulo de lixo que não possuíram o tratamento apropriado, ou seja, na medida em que a despreocupação quanto à reciclagem se perpetuar, o mundo continuará se aproximando do fim. Nesse viés, a insuficiência de tratamento do plástico intensifica as mudanças ecológicas de forma negativa, uma vez que alteram drasticamente o ciclo da natureza.

Outrossim, o uso excessivo do plástico e seu destino, na maioria da vezes, inapropriado, contribui na poluição de mares e oceanos, atingindo milhares de peixes. Em síntese, de acordo com uma célebre frase do oceanógrafo francês Jacques Cousteau, “o mar é o esgoto universal”, e que, em outras palavras, é o destino de milhares de resíduos maléficos para a vida marinha. Portanto, é nítido que a irresponsabilidade humana diante da problemática está presente no mundo atual e contribui com a poluição e destruição do que se há de mais belo, a natureza. Em vista disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que, todos os anos, cerca de 8 a 13 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos, os quais são diretamente afetados.

Depreende-se, dessa forma, que há a necessidade da colaboração de toda a sociedade diante da abordagem apresentada. Logo, o Governo Federal – principal órgão que rege leis – deve criar medidas que ofereçam maiores preservações, sejam terrestres, sejam marítimas, e leis eficazes que atuem na reciclagem adequada e na fiscalização dos destinos dos lixos. Tais medidas devem ser feitas através de maiores verbas direcionadas a esses setores – juntamente com o apoio de especialistas e da comunidade- para que os índices de poluição e problemas com o plástico possam diminuir. Somente assim, pode-se formar um país consciente e humanitário e fazer com que o encadeamento de ideias quanto ao uso desses resíduos, apresentados inicialmente, se torne algo real.