Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 25/11/2020

“Entre um governo que faz o mal e um povo que consente há uma cumplicidade vergonhosa”. Por meio dessa citação, o escritor Victor Hugo mostra que deve haver cooperação entre o Estado e a Sociedade Civil. Atualmente, é possível perceber, com o problema do lixo plástico no meio ambiente, que não há colaboração entre as partes, o que gera impactos, principalmente, no ecossistema marinho e na qualidade do ar.

Mormente, vale ressaltar os resultados do plástico no mar. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que, todos os anos, cerca de 8 a 13 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos. Esse chega a matar até 1,5 milhões de animais, entre peixes, lixo tartarugas e aves marinhas, afirma o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento. Destarte, o plástico tratado incorretamente acaba no mar e é levado pelas correntezas, formando ilhas. A principal dessas ilhas está no pacífico, fruto do despejo americano e chinês. Logo, está claro que uma negligência estatal com a forma correta de tratar o lixo plástico precisa ser superada.

Outrossim, o lixo plástico impacta, profundamente, o ar, poluindo-o. Nesse sentido, uma ONU alega que, de todo lixo produzido, apenas cerca de 9% é reciclado, sendo o restante descartado incorretamente e incinerado, o que, por sua vez, polui ou. Sob esse viés, o plástico é um polímero orgânico, ou seja, quando entra em combustão libera dióxido de carbono, e especifica da espécie libera também dióxido de enxofre, responsável pela chuva ácida. Nessa perspectiva, um empecilho para a reciclagem é a consciência social, haja que o processo começa com a separação do lixo, por exemplo, domiciliar.

Urge, portanto, entender os impactos do lixo plástico como um problema social e procurar mitigá-lo. Para tanto, deve o Estado elaborar formas de coleta, separação adequada para os materiais poliméricos, por meio de locais de coleta especiais em várias partes das cidades, a fim de reciclar e evitar o despejo nos oceanos. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em coalizão com as mídias sociais, promover campanhas de conscientização, as quais devem circular nas redes sociais, com intuito de mudar a consciência social. Assim, poder-se-á diminuir as consequências maléficas desse mal, com a colaboração do Poder Público e da Sociedade Civil.