Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 16/11/2020

A Revolução Industrial, que iniciou no século XVIII, trouxe inúmeras mudanças no modelo de produção, principalmente em relação à quantidade e agilidade. Porém, junto a ela também cresceu a demanda por materiais fáceis de serem transformados, como o plástico. Sua versatilidade faz com que seu consumo seja enorme, estando presente nos diversos tipos de embalagens, sacolas e garrafas. Mas, deve-se atentar as consequências do seu consumo desenfreado, tais como o descarte incorreto e a poluição das águas e ruas. Desse modo, faz-se necessária a análise da situação e a busca por caminhos para redução do consumo de plástico.

Em primeiro lugar, é fato que o baixo custo e a facilidade na utilização do plástico agravam a situação. Esse material é considerado de fácil transporte e processamento além de ser barato e apresentar alta durabilidade, sendo assim preferível pelas indústrias. Paulo Neruda, poeta chileno, diz que somos livres para fazermos nossas escolhas, mas somos prisioneiros das consequências. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a geração atual está preocupada somente com o agora, sem olhar para o futuro e para os resultados de suas ações, preocupados apenas em lucrar. Dessa forma, é importante dar início ao desenvolvimento de um senso crítico voltado para a diminuição da produção de lixo e os danos à natureza.

Ademais, a falta de políticas públicas e leis eficientes também contribuem com a problemática. Dados do Fundo Mundial Para a Natureza apontam que o Brasil produz 11,3 milhões de toneladas de plástico por ano, reciclando menos de 2% do produzido. O fato é de extrema importância e revela traços da negligência governamental, pois não há leis nem fiscalizações adequadas para a produção e descarte desse material. Uma possível intervenção seria uma mudança nas leis ambientais, proibindo o uso de objetos desnecessários feitos de plástico, como a vedação do uso de canudos, já colocada em prática em algumas cidades. Além da promulgação de novas leis, o governo deve introduzir uma fiscalização eficaz.

Portanto, urge a necessidade de mudança de postura para que a frase de Paulo Neruda não assuste a população com tamanha veracidade. Desse modo, a mídia em parceria com ONGs, como a Greenpeace Brasil, pode realizar campanhas de cunho educativo através de propagandas de conscientização, que poderão sugerir e incentivar métodos de substituição ao plástico além de mostrar dados reais e consequências do enorme consumo, a fim de desenvolver uma consciência ecológica na sociedade. Somente assim, haverá empatia e solidariedade com o meio ambiente e com os nossos descendentes.