Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 18/11/2020

No século XIX, o filósofo Karl Marx afirmava que, além de explorar a classe proletária, o modelo capitalista de produção contribuía vigorosamente para a degradação do meio ambiente. Sob essa perspectiva, a fabricação e o descarte inadequado de materiais plásticos, que crescem a cada ano no Mundo Contemporâneo, consolidam a assertiva do pensador, haja vista os impactos negativos causados por esses petrolatos na natureza. Nessa continuidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, em até trinta anos, a produção de plásticos ultrapassará 30 milhões de toneladas. Por isso, é importante analisar que essa realidade é prejudicial à fauna brasileira e que a falta de informação fornecida ao povo intensifica esse cenário.

Em primeiro lugar, ressaltam-se os efeitos desses lixos sobre ecossistema. Nesse sentido, segundo o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), cerca de um terço dos peixes ingerem plástico no decorrer da sua vida. Dessa forma, o descarte desses materiais em mares e oceanos é uma ameaça à vida dos animais aquáticos, uma vez que os resíduos derivados do petróleo são responsáveis por grande parte das mortes desses seres. A título de exemplo, conforme o IRD, mais de um milhão de animais marinhos morrem devido ao plástico todos os anos. À vista disso, explicita-se a necessidade da introdução de políticas públicas no país para reverter essa situação.

Ademais, salienta-se o papel da informação para a preservação ambiental. Nesse contexto, em harmonia com Paulo Freire, sem a educação, não é possível fazer mudanças significativas na sociedade. Dessa maneira, a escassez de medidas educativas que incentivem a população a adotar práticas sustentáveis em seu cotidiano, a exemplo da reciclagem e da reutilização de materiais plásticos, colabora para a alta taxa desses lixos no meio ambiente. Como prova disso, consoante a ONU, menos de 10% dos plásticos utilizados anualmente são reciclados. Frente a isso, verifica-se a importância de intervenções instrutivas por parte do governo.

Em suma, o alto nível de plásticos descartados é nocivo à vida dos seres aquáticos e essa situação é fortalecida pela falta de informação dada à população. Logo, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela instrução do povo, por meio de veículos comunicativos de amplo alcance, como as redes sociais, promover campanhas que estimulem os cidadãos a reciclar e a reutilizar objetos plásticos. Isso deve ser feito a fim de reduzir seu descarte no espaço natural. Outrossim, o Ministério do Meio Ambiente deve, mediante investimento financeiro, subsidiar a aquisição de tecnologias de limpeza de mares e oceanos, a exemplo de removedores de microplásticos, com o fito de despoluí-los. Assim, com essas ações, espera-se combater os impactos do lixo plástico na natureza.