Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 20/11/2020

Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte- instituíram um Estado Democrático, a fim de assegurar o direito ao equilíbrio ambiental e a sustentabilidade como valores supremos de uma sociedade fraterna. Entretanto, o uso excessivo de produtos e embalagens plásticas, faz com que lei não seja aplicada na prática, e possibilita o acúmulo de lixo não biodegradável, além de haver perdas na biodiversidade.

Em primeira análise, o uso constante de plásticos representa um obstáculo para a regulação de sua utilização. A esse respeito, no século XIX, surgiu o conceito de Sociedade de Consumo, que critica o fato de praticamente todas as relações sociais serem baseadas em compra. Nesse sentido, a prática consumista relatada há mais de 100 anos atrás faz com que a sociedade se torne indiferente à produção de lixos pelos produtos adquiridos, inviabilizando a ciclagem natural dos compostos. Nesse sentido, enquanto o uso exacerbado de itens não biodegradáveis for a regra, a fauna e a flora estarão em risco.

De outra parte, o uso recorrente de plástico impede a efetiva proteção ao meio ambiente. Dessa forma, em 1992, a Organização das Nações Unidas promoveu um evento conhecido como “Cúpula da Terra” e elaborou a Política da Sustentabilidade - reduzir, reutilizar, reciclar- com objetivo de desestimular o comportamento poluente. Nesse viés, ainda que o Brasil objetive ser um país desenvolvido, os indivíduos ainda mantém a prática do consumo de plástico excessivo, o que vai de encontro com a proposta da ONU, além de representar um grave problema para a permanência de um habitat ecologicamente sustentável. Com isso, caso o plástico permaneça no cotidiano dos indivíduos, isso permitirá que um dos maiores problemas ambientais permaneça: o descarte de lixo no meio ambiente.

Impende, pois que medidas sejam tomadas acerca dos impactos causados pelo despejo de plástico no ambiente. Dessa forma, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as escolas, deve conscientizar os alunos e os pais, de forma recorrente e prática, por meio de projetos educativos dentro e fora das escolas, que poderiam ser chamados de “Plástico Zero”. Essa iniciativa teria com fim o estímulo à diminuição do consumo de embalagens na sociedade atual, ao mesmo tempo em que mostra os malefícios que o composto pode trazer para a saúde humana e dos animais em um período de tempo maior. Assim, o objetivo proposto pela Assembléia Constituinte, de 1988, será posta em prática de fato.