Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 23/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a incidência do descarte de dejetos plásticos no meio ambiente, sobretudo no ambiente marinho, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Diante dessa perspectiva cabe a analisar os fatores que tem agravado a situação, sendo eles o descarte inadequado do material e a forma como o utilizamos.

Primeiramente é importante considerarmos o tamanho do ecossistema marinho e a quantidade de vidas ali inseridas, somado a isso está a forma superficial como consumimos e descartamos materiais como garrafas, sacolas descartáveis e embalagens  plásticas no geral, muitas vezes sem se preocupar em reutilizar a embalagem para alguma outra finalidade, visto que são inúmeras as formas secundárias de uso para uma garrafa ou sacola; ou para onde estaria indo aquele lixo que acabou de ser descartado, ao passo que, de acordo com dado da ONU Meio Ambiente apresentado no encontro realizado em São Paulo no dia mundial do meio ambiente: mais de 40% de todo plástico produzido em 150 anos foi utilizado uma única vez antes do descarte.

Além disso a escassa abordagem do problema por entidades competentes e grandes corporações, estas que, muitas vezes, são as que produzem maior quantidade de resíduos plásticos, pode ser vista como crucial para o aumento do problema.

Portanto, além de punições mais severas, é de fundamental importância que se comece a pensar em alternativas sustentáveis, como a utilização de embalagens biodegradáveis, que podem ser produzidas por empresas capacitadas a partir de materiais coletados dos próprios oceanos ou até mesmo de produtos orgânicos, colocando assim, esses materiais novamente em circulação e aumentando a consciência do consumidor.