Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 26/11/2020
Sabe-se, historicamente, que o plástico foi uma invenção do final do século XIX capaz de substituir produtos feitos a partir do marfim de elefantes. A partir disso, com a evolução da indústria, esse passou a ser cada vez mais sintetizado e usado no dia-a-dia da população mundial. Porém, a maneira com a qual a indústria e governos lidaram com o plástico e o modo como a sociedade o converteu em uma conveniência descartável, de uso único, transformou esta inovação em um desastre ambiental mundial. Dessa forma, debates acerca do problema e meios para solucioná-lo devem ser desenvolvidos.
Segundo o Banco Mundial, o Brasil é o 4° maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas. Essa poluição afeta a qualidade do ar, do solo, dos oceanos, da biodiversidade e o sistema de fornecimento de água e, por ser um material que demora em torno de 400 anos para se decompor, ele permanece no meio ambiente, criando verdadeiros morros e ilhas de lixo. Por isso, indústrias, governos e a sociedade devem criar e praticar meios que minimizem o impacto e, futuramente, erradique-o do globo.
Os oceanos são responsáveis por 54,7% de todo o oxigênio da Terra. Assim, de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), atualmente, mais de 10 milhões de toneladas de lixo plástico já chegam aos oceanos todos os dias. E, se medidas radicais não forem empregadas, em 2030, mais de 104 milhões de toneladas de lixo irão poluir os ecossistemas. Por conseguinte, como o plástico é algo novo para a natureza, bactérias e fungos ainda não desenvolveram enzimas capazes de quebrar as ligações de átomos para poder decompô-los. Por causa disso, a maior parte dos animais desenvolvem úlceras e bloqueios digestivos que resultam na morte, pois o plástico não consegue passar por seu sistema digestivo. Também há a contaminação em humanos através de frutos do mar, peixes, sal e água. Logo, sendo o ser humano o produtor de toda essa espécie, deve a partir dele a solução.
Em Suma, é dever do Estado e dos órgãos cabíveis intervir. O Estado, junto ao Ministério do Meio Ambiente, deve exigir que indústrias, aos poucos, procurem fazer materiais plásticos de uma única fonte e com poucos aditivos, para que melhore a qualidade do plástico para o uso secundário, seja pela própria empresa, seja por alguma especializada em reciclagem. O Ministério da Educação e Ciência (MEC), em conjunto com as mídias sociais, deve criar canais educativos que ensinem como gerar menos lixo, como reutilizar e como descartar os que não podem ser reutilizados. Soma-se a isso, a sociedade buscar fazer uso de mais utensílios reutilizáveis e que agridam menos o meio ambiente, como sacolas e garrafas retornáveis, escovas dentais ecológicas, entre outros. Destarte, o plástico impactará cada vez menos o planeta.