Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 26/11/2020
Em 2002, o brasil assinou o protocolo de Kyoto, que visa a diminuição das emissões de gases estufa e o combate à poluição ambiental. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com a poluição de resíduos plásticos no meio ambiente, pois o descarte é realizado de forma incorreta por ausência de medidas políticas para efetivar o direcionamento correto destes resíduos. Desse modo, a negligência estatal somada à política de flexibilização das leis ambientais intensificam a disseminação de lixo plástico no meio ambiente e a contribuição da redução da fauna local.
Em primeira instância, a falta de planejamento político para ampliar o investimento nas estações de tratamento de esgoto e nos pontos de coleta seletiva contribuem para a propagação do descarte incorreto de lixo plástico no meio ambiente. Nessa ótica, o saneamento está longe de ser universalizado no Brasil, 16% da população não possui água tratada e 47% não possui acesso á rede de esgoto, segundo o apresentado em junho de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Nessa conjuntura, a falta de saneamento propicia o descarte do plástico no meio ambiente, pois o despejo é realizado nos mares, solos, entre outros, já que carece da rede de esgoto.
Em segunda análise, a poluição produzida pelo plástico na flora brasileira contribui para a eliminação da fauna, pois o plástico é um resíduo não-biodegradável e se acumula ao longo da cadeia alimentar por meio da bioacumulação. Assim, no litoral de São Paulo foram encontrados pinguins mortos por ingestão de plástico e outros materiais poluentes, segundo o apresentado em setembro de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Por conseguinte, a falta de leis mais rígidas para a preservação ambiental contribui para a extinção de espécies nativas por meio do descarte de lixo incorreto.
Portanto, é mister a criação de medidas políticas para sanar o avanço da propagação de lixo plástico no meio ambiente brasileiro. Então, o ministério do Meio Ambiente, em conjunto com as prefeituras, deve propôr o investimento na ampliação do saneamento básico e na fiscalização ambiental, por meio da implementação, nas cidades, de pontos de coleta seletiva, estações de tratamento de esgoto, entre outros, e da distribuição de aparatos tecnológicos às corporações de policiamento ambiental, para reduzir a poluição do lixo plástico e outros materiais poluentes no Brasil. De acordo com o conceito de cidadania, a nação brasileira deve priorizar o investimento na universalização do saneamento básico para garantir recursos provenientes da fauna e flora às gerações futuras.