Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 30/11/2020

No contexto mundial, a ECO-92 foi uma conferência realizada pela ONU em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, que tinha como objetivo promover metas a serem cumpridas, a fim de tornar as nações mais sustentáveis. Para atender tal propósito, foi desenvolvida a política dos 3Rs, reduzir, reciclar e reutilizar, no entanto, vale considerar que o seu exercício não é pleno no Brasil. Além disso, é perceptível o uso excessivo de plástico pelos brasileiros. Nessa perspectiva, é preciso encontrar caminhos para se combater os impactos dessa problemática no meio ambiente.

Em primeira análise, deve-se destacar a importância da população no combate a esse impasse. Mediante o exposto, dados compilados em 2019 pelo Fundo Mundial para a Natureza revelam que o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico e recicla apenas 1%. Diante dos fatos apresentados, fica evidente que a reciclagem deve ser habitual na vida das pessoas, pois ao ser negligenciada pode causar danos irreversíveis à natureza, como a poluição terrestre e marinha e a morte crescente de animais por ingestão desses resíduos que são descartados de forma incorreta.

Em segunda análise, salienta-se o papel do Estado em fomentar políticas públicas para solucionar esse obstáculo. Baseado nisso, o alemão Karl Marx desenvolveu o  conceito “Sociedade de Consumo”, no qual se implica que as relações sociais na sociedade capitalista são baseadas no consumismo. Logo, sabe-se que o ideal proposto pelo sociólogo ainda é uma realidade brasileira, devido ao consumo desenfreado induzido pelas inúmeras propagandas divulgadas em vários meios midiáticos. Assim, as autoridades políticas precisam conscientizar a população e pressionar as empresas a criar produtos e embalagens ecológicas.

Portanto, é necessário combater os desafios do lixo plástico no meio ambiente. Para tanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as prefeituras municipais, reduzir o impacto do descarte incorreto, implementando cooperativas, bem como postos de coleta em cada bairro das cidades, com o intuito de facilitar a prática da coleta seletiva. Ademais, o Ministério da Educação, em conjunto com as instituições escolares, deve promover a educação ambiental, por meio de palestras e campanhas, a fim de incentivar os adolescentes a tornar cidadãos menos consumistas e mais conscientes com a natureza. Soma -se a isso o papel do Poder Legislativo, em criar leis para pressionar as indústrias para desenvolver novos produtos, com o objetivo de substituir os plásticos de uso único e os microplásticos. Somente assim reduziremos esse adversidade.