Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 04/12/2020

A virada do século XIX para o século XX trouxe inovações tecnológicas que tinham como principais objetivos a otimização da produção e o aumento dos lucros, visto que o período citado estava inserido no contexto da corrida imperialista dos países europeus, que incessantemente buscavam matérias-primas e mercados consumidores. Um dos produtos provenientes dessas inovações foi o plástico que, quando descartado de forma arbitrária, gera, na atual conjuntura, graves impactos ao meio ambiente, tais quais: a diminuição da biodiversidade marinha e o agravamento do aquecimento global.

Em primeira análise, é evidente que um dos impactos do lixo plástico no meio ambiente é a diminuição da biodiversidade da fauna marinha. Prova disso é que, segundo a ONU Meio Ambiente, mais de 8 milhões de toneladas chegam aos oceanos todos os anos, estando as sacolas plásticas e os canudos entre os produtos mais encontrados. Esse descarte indevido tem potencial de gerar um desequilíbrio de grandes proporções na cadeia alimentar oceânica, à medida em que essas sacolas, por exemplo, são confundidas com algumas espécies de águas vivas pelos seus predadores - sejam esses peixes, répteis ou mamíferos. Os animais consomem o plástico e, não possuindo enzimas capazes de digeri-lo, vão acumulando lixo em seu estômago até que esse não contenha espaço para os alimentos reais, o que causa as suas mortes e altera todo o ciclo de predação.

Em segunda análise, é importante destacar que outro impacto do lixo plástico no meio ambiente que possui grande significância é o agravamento do aquecimento global devido à queima desse derivado de petróleo nos lixos à céu aberto. Isso porque, observa-se que essa combustão libera como subprodutos gases que contribuem para potencializar o efeito estufa, a exemplo do CO2. Isso não só contribui de forma efetiva para o aumento da temperatura global, como também tolhe a população mundial do exercício pleno do direito inalienável à saúde previsto pela Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948, visto que a emissão de gases altamente tóxicos, somados à hipertermia global, intensificam problemas respiratórios, tais como a asma e o comprometimento da estrutura pulmonar.

Portanto, depreende-se que os impactos do lixo plástico no meio ambiente são graves e precisam ser atenuados com a maior eficácia possível. Para tanto, é necessário que o Estado Brasileiro, em conjunto com os Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, torne-se pioneiro no combate ao uso excessivo de plástico, por meio de pesquisas tecnológicas que priorizem o desenvolvimento de materiais biodegradáveis, com a presença de químicos, biólogos e economistas atuantes na área de sustentabilidade, objetivando a criação de um produto que substitua o derivado de petróleo e que seja utilizado em escala mundial, promovendo, assim, a futura proteção dos oceanos e do ar atmosférico.