Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 09/12/2020
Em 1992, a ONU promoveu a Conferência da Terra e lançou metas a serem aplicadas pelos países, a fim de preservar o meio ambiente. Entretanto, a iniciativa das Nações Unidas não foi efetiva, uma vez que são inúmeros os impactos do lixo plástico no meio ambiente. Tal situação exige cuidadosa análise acerca de suas causas e, sobretudo, suas consequências.
A princípio, é válido pontuar um dos principais causadores dessa problemática: a apatia da sociedade. Nesse viés, o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau defendia a tese segundo a qual os cidadãos seriam responsáveis por todos os rumos de uma sociedade democrática. Todavia, grande parcela dos indivíduos contemporâneos são incapazes de colocar em prática a responsabilidade descrita por Rousseau, quando não fazem o mínimo para reduzir o uso e descarte desenfreado de plástico - como recusar canudos plásticos em estabelecimentos comerciais - assim, abandonando à própria sorte ecossistemas e biomas. No entanto, é incoerente que os seres humanos não se preocupem com o planeta que vivem.
Outrossim, cabe ressaltar as consequências do acúmulo desses resíduos. A esse respeito, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IPD), a cada ano, os plásticos matam cerca de 1,5 milhões de animais marinhos. Esses números alarmantes evidenciam a decadência humana e a proporção dos danos causados pelo uso indiscriminado de plástico, que, segundo cientistas, em 2050 haverá em maior quantidade que peixes nos oceanos. Desse modo, enquanto a indiferença for a regra, o planeta sofrerá com os impactos do lixo plástico no meio ambiente.
Fica evidente, portanto, a adoção de medidas para mitigar essa celeuma. Para que isso ocorra, os indivíduos, no exercício do seu senso crítico, devem praticar a responsabilidade apresentada por Rousseau, por intermédio da diminuição individual do uso de plástico, a fim de que, assim, o descarte também seja diminuído, em nome da preservação do meio ambiente. O Poder Público, por sua vez, deve incentivar uma economia baseada na sustentabilidade, por meio do reaproveitamento, reciclagem e produção consciente pelas grandes indústrias, com o fito de que, dessa forma, a iniciativa da ONU seja validada.