Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 17/12/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa os impactos do lixo plástico no meio ambiente, hodiernamente, verifica-se esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver esse impasse inercial.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, políticos não potencializam políticas públicas para o aumento de coletas recicláveis, o qual rompe essa harmonia, haja vista que com a falta de pontos de recolhimentos, é agravado a quantidade de compostos orgânicos na natureza, indo contra a constituição de 1988, que assegura a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Outrossim, destaca-se jovens acostumados com o descarte em lugares impróprios como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que jovens generalizam pensamentos erdados da herânça social e acreditam ser normal os descartes de plásticos em qualquer lugar, evidenciando o fato social de Durkheim.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um Brasil melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, em escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o correto manejo dos dejetos no meio ambiente e atenção quando for eleger candidatos sem propostas de sustentabilidade ambiental, para que não se viva a realidade das sombras, assim vivida na alegoria da caverna de Platão.