Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 23/12/2020
De acordo com Paul Atson, co-fundador do Greenpeace, a inteligência é a habilidade das espécies viverem em harmonia com o meio ambiente, de forma a preservá-lo. Entretanto, na atual conjuntura sociopolítica brasileira, a realidade vivida é o oposto àquela conceituada pelo especialista, já que problemas de cunho ambiental, como a questão do plástico, são imbróglios para a concretização do pensamento do ativista. Dessa forma, esse quadro anômalo é fruto tanto da não reutilização do plástico quanto do descarte desse material nos mares. Portanto, esses problemas, que se tornaram fenômenos sociais, precisam de um olhar crítico, a fim de serem solucionados.
Em primeiro plano, é preciso analisar os procedimentos realizados após a utilização do material referido. Assim, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 40% de todo o plástico produzido até os dias hodiernos foi utilizado somente uma vez. Sendo assim, o não reaproveitamento contribui para o acúmulo e para a produção em massa do objeto, quantidade esta que alcança a faixa de um milhão de garrafas plásticas por minuto, segundo a ONU. Com isso, a desnecessidade de se aumentar o desenvolvimento do material é combatida pelos altos índices de plásticos virgens por todo o mundo, de modo a contribuir para a poluição espacial. Logo, a intensificação das formas de reciclagem, bem como a máxima proposta por Atson, é necessária.
Outrossim, a observação desses dejetos lançados ao mar aberto é indispensável, para que seja debatida. Dessarte, é mister a realização de uma economia baseada na sustentabilidade. Desse modo, foi divulgado, pelo Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento, que cerca de 1,5 milhão de animais marinhos morrem pelo despejo de plásticos e de microplásticos a cada ano. Por isso, constata-se uma irresponsabilidade humana e uma negligência civil ao se tratar das inadequações relacionadas ao descarte do lixo, ao passo que a biodiversidade marinha é ameaçada por questões antrópicas, o que torna notável a não preservação do meio ambiente. Por consequência, os ideiais defendidos pelo profissional não são postos em prática.
Face ao exposto, a resolução das problemáticas supracitadas é imprescindível. Por conseguinte, o Ministério do Meio Ambiente - órgão primordial para a promoção da preservação ambiental - deve criar uma rede nacional de coleta de materiais recicláveis voltada à prestação de serviços para as fábricas que possuem como fonte produtora o plástico, com um sistema de recompensas. Diante disso, aumentar-se-á a taxa de reutilização do dejeto e diminuir-se-á a porcentagem presente nos oceanos, fatos que ocasionarão em um desenvolvimento econômico sustentável, posição disseminada pelo ambientalista.