Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 29/12/2020

Disseminado na Inglaterra ainda no século XVII, o iluminismo apregoava o desenvolvimento da ciência racionalista como forma de progresso de uma nação. Contudo, hodiernamente, os impactos do lixo plástico depositado pelos indivíduos no meio ambiente tem impedido que a população brasileira alcance tal progresso, visto que, desastres ocorridos por meio desses dejetos tornaram-se cada vez mais comuns a realidade do país. Nesse sentido, pode-se analisar que tal problemática decorre da ausência de senso crítico por parte dos indivíduos, bem como da negligência governamental.

A princípio, na alegoria da caverna Platão destaca que as ilusões aprisionam os homens na ignorância. Mormente, compreende-se que o consumismo exacerbado tem sido a “caverna” da atualidade. Em uma sociedade capitalista e pouco preocupada com a preservação dos ecossistemas, nota-se, com o advento e explosão das redes de fast-food, o acúmulo de sacolas, canudos, garrafas e diversas outras embalagens que tem como matéria prima o plástico, sendo depositadas nos lugares errados, proporcionando um enorme impacto no cotidiano da sociedade como um todo, afetando o clima e, consequentemente, o estilo de vida dos brasileiros á médio e longo prazo.

Além disso, sob a perspectiva de Norberto Bobbio em sua obra “O Futuro da Democracia”, o filósofo pós-moderno atesta a existência de uma “Democracia Ideal” – a do plano constituinte – e a “Democracia Real” – a das promessas não cumpridas e a que ocorre na prática. Com isso, percebe-se a omissão do Estado frente ao avanço dos impactos do lixo plástico nos diversos âmbitos territoriais, principalmente nos oceanos. Segundo uma pesquisa divulgada pela editora Abril especialistas afirmam que 1,5 milhão de peixes, baleias, aves e tartarugas morrem ao ano pelos dejetos plásticos encontrados no mar. Fatos assim impedem o pleno exercício democrático – o qual garante, por meio da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, o dever de se preservar todas as espécies – concretizando, de fato, a democracia caracterizada por Bobbio.

Sendo assim, diante dos fatos supracitados, faz-se mister a adoção de medidas que solucionem o impasse. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, garantir a redução dos impactos ambientais pelo acúmulo do lixo plástico causado pelos seres humanos. Isso deve ser feito por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar a proibição de sacolas e canudos de plástico emitidos pelas diversas redes capitalistas, principalmente os fast-foods, mercados e afins, a fim de diminuir a sua fabricação e o impacto causado por essas embalagens. Além disso, é de suma importância que o Ministério da Cidadania atue por meio de campanhas que tenham por objetivo conscientizar a população acerca de se descartar as embalagens no lugar correto. Espera-se, com isso, reduzir bruscamente os impactos do lixo plástico no meio ambiente existentes no século XXI.