Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 31/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada no campo literário mundial ao narrar a construção de uma ilha imaginária onde as mais diversas engrenagens nacionais trabalhavam em perfeita harmonia. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor mostra, uma vez que o impacto ambiental apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Inegavelmente, esse processo advém de uma sistemática negligência do Estado. Assim, entre os fatores que contribuem para aprofundar esse cenário, pode-se destacar uma falta de sensibilização das pessoas, juntamente com a postura pouca ativa das instituições. Diante disso, convém analisar  as principais causas, consequências e possível medida relacionado a esse impasse social.

Em primeiro plano, é necessário pontuar que a falta de sensibilização das pessoas aliada à negligência do Estado, aprofunda o aumento do lixo plástico. Esse panorama ocorre porque a maioria das pessoas jogam os resíduos  em ambiente impróprio, como nas ruas, na areia  entre outros. Como consequência dessa realidade, os dejetos de plásticos  impactam a fauna, pois  contribui com a morte de várias espécies marinhas. Exemplo claro desse cenário, aproximadamente 8 a 13 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos, segundo dados divulgados no Estadão, devido ao  acúmulo de materiais na água como sacolas e canudo que prejudica a vida marinha.

Em segundo lugar, é imperativo ressaltar que a postura pouca ativa das instituições somado à negligência do Estado, alicerça o impacto ambiental no Brasil. Essa situação acontece em locais com  poucas lixeiras disponíveis, como a praia. Consequentemente, as pessoas jogam os dejetos na areia ou até mesmo no mar  que contribui para o impacto ambiental e também para a poluição visual. Tal realidade se comunica perfeitamente com aquilo que explanou o pensador Thomas Hobbes, ao defender que o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, uma vez que se percebe que os administradores do Estado brasileiro se negam sistematicamente a fomentar estruturas que contribuam com a diminuição do lixo plástico.

Diante do exposto, é necessário reconhecer que os negligência do Estado são a origem do impacto ambiental. Para solucionar essa questão, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do  Ministério da Educação, crie um Programa Nacional de Combate ao Acúmulo de Dejetos de Plásticos por meio de um projeto de lei a ser votado no Congresso que oferecerá palestras administradas pelo um Técnico em Meio Ambiente com a finalidade de promover novos hábitos ambientais.