Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 08/01/2021
Segundo o sociólogo e filósofo Auguste Comte, a sociedade é composta por partes e eixos interdependentes entre si. Isso quer dizer que, por exemplo, um problema em uma dessas partes pode prejudicar toda harmonia existente, visto que elas existem de forma coadjuvante. Atual e analogamente, no eixo social brasileiro, os impactos ambientais do plástico no meio ambiente ferem esse equilíbrio. Desse modo, convém analisar tal cenário, o qual ganha força devido a fatores de ordem econômica e política.
Diante disso, em primeiro lugar, faz-se necessário citar o papel do sistema capitalista na construção desses desafios ambientais. Nesse meio de produção, para os autores Karl Marx e Friedrich Engels, o único objetivo é o lucro, mesmo que de forma injusta e irracional. Sob esse viés, grandes empresas tendem a utilizar o plástico em massa no seu processo produtivo, ignorando os efeitos causados no ambiente - prova disso são dados do site Estadão, que mostram que, em 20 anos, a produção de plástico passe de 30 bilhões de toneladas . Assim, grande parte do problema se dá no sistema de produção, o qual prioriza objetivos somente econômicos e não ambientais.
Além disso, outro fator contribuinte para a causa está na inaplicabilidade da Constituição Federal de 1988 por parte do governo. Esse documento, dentre outro direitos, garante ao corpo social uma ambiente ecologicamente equilibrado. Entretando, no contexto citado anteriormente, observa-se o contrário: diante ações do sistema econômico, em muito, existe uma regulamentação insuficiente do governo. Dessa forma, se de um lado o sistema econômico perpetua o problema, o governo deve agir para mudar tal cenário do outro.
Portanto, infere-se que medidas sejam tomadas para amenizar esse contexto. Logo, o Ministério do Meio Ambiente deve - na condição de gestor de recursos dessa natureza - , por meio de um investimento econômico alto, criar centros de combate aos impactos do plástico. Nessas instituições, profissionais capacitados deverão elaborar e instituir uma regulamentação mais rígida, a fim de que as organizações se comportem de forma mais consciente.