Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 12/01/2021
A Constituição Federal, maior ordenamento jurídico brasileiro, assegura à população o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Contudo, esse documento é ferido com o uso de plástico e seus diversos efeitos na natureza. Dentre eles, a poluição de ecossistemas, consequência do consumo e descarte irregular, e a contaminação dos seres humanos, decorrente de sua entrada na cadeia alimentar. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.
A princípio, é válido salientar da frase do filósofo Zygmunt Bauman “Consumo, logo existo”. Desse modo, essa sentença aplica-se ao cenário brasileiro, uma vez que, com as relações pós-modernas, a sociedade aumenta o consumo e, consequentemente, a produção de lixo, como afirma a pesquisa do Fundo Mundial da Natureza que coloca o Brasil como o 4º maior produtor, e causa problemas como, a titulo de exemplo, a morte de animais marinhos, terrestre e a contaminação de lenções freáticos. Posto isso, no filme Wall-e, da Disney-Pixar, conta a história de um robô que, com a raça humana dizimada, vive com apenas lixo no planeta Terra, e mostra como a ficção pode imita à realidade.
Outrossim, de acordo com a biologia, a bioacumulação é o processo em que microrganismos acumulam materiais pesados e em seu sistema e repassam para os demais componentes ao longo da cadeia alimentar. Dessa forma, com a fragmentação do plástico em micro fragmentos, componentes tóxicos são absorvidos pelos produtores e levado ao topo da cadeia, para os seres humanos, o que causa danos ao organismo, consoante pesquisa BBC Brasil. Ainda de acordo com o jornal supracitado, estima-se que cada pessoa coma ate 121 mil partículas desse material por ano, consumo esse fruto do descarte irregular desses resíduos.
Por conseguinte, compete às Prefeituras, em parceria com as Secretarias do Meio Ambiente, capacitar os agentes comunitários de saúde a instruírem a população, por meio de oficinas e debates nos postos, sobre os danos que esses resíduos podem causar nos animais e seres humanos, mostrando suas consequências, a fim de orientar e atenuar os problemas causados aos ecossistemas. E só assim, com medidas graduais e progressivas, suprimir os efeitos do lixo plástico na sociedade e fazer valer a Carta Magna de 1988.