Impactos do lixo plástico no meio ambiente

Enviada em 14/01/2021

O longa-metragem “Wall-e” demonstra um futuro distópico, no qual a Terra foi tomada por montanhas de lixos e poluição, devido ao consumo desenfreado de recursos e aos seus descartes incorretos, tornando-se inabitável, sobrando apenas um robô, com o objetivo de melhorar o planeta. Analogamente, esse filme pode representar o futuro do Brasil, o qual está sendo tomado por “ilhas de plásticos”, prejudicando não só a vida marinha, mas toda a sociedade.

Isso porque cada vez mais aumenta o índice de uso de plástico, visto que praticamente tudo nas lojas e nos mercados são vendidos em embalagens de plástico ou são feitos por ele. No entanto, o plástico não é o maior vilão, já que a sua descoberta ajudou até mesmo a natureza, como pode ser observado na substituição de peças de metais dos carros pelas de plásticos, tornando ele mais leve e, portanto, precisando de menos combustível, diminuindo, assim, a emissão dos gases estufa. Porém, o seu uso descontrolado e o seu descarte incorreto o transformam em uma grande chaga, pois, segundo o documentário “Oceanos de Plástico”, mais de oito milhões de toneladas desse produto são jogadas nos oceanos por ano e, por não serem biodegradáveis, se acumulam virando uma Ilha de Plástico, alterando a biodiversidade do local, visto que grande parte é responsável por matar animais.

Vale destacar, ainda, que as pessoas usam e descartam, acreditando que o lixo simplesmente vai embora, o que é um grande equivoco, pois ele não desaparece, ele é encaminhado para lixões, aterros ou despejados nos oceanos e em algum momento de forma indireta ele volta para o seu dono, por exemplo, pela magnificação trófica, ou seja, pelo acúmulo de toxinas do plástico ao longo da cadeia alimentar, podendo, portanto, causar doenças, como o câncer, levando até a morte.

Percebe-se, pois, que o uso exacerbado do plástico prejudica toda a sociedade, devido a isso é necessário o uso do senso crítico e da criatividade para pensar em formas de resolver esse problema. Dessa forma, o governo, por meio do Ministério da saúde e da educação, deveria criar projetos, como aulas em campo e sobre meio ambiente, nas quais ensine sobre as consequências do descarte incorreto, mostrando que o essencial seria reutilizar e incentivando os alunos a fazerem isso, como por exemplo, em carregar sempre uma garrafinha em vez de usar copos de plástico e dá sempre preferência a materiais biodegradáveis, além de criar projetos voluntários em trilhas e praias, por exemplo, que visem recolher os lixos. Com isso, cada um fazendo a sua parte, como o Wall-e, seria possível diminuir aos poucos os impactos do plástico, evitando problemas maiores como ocorrido no filme.