Impactos do lixo plástico no meio ambiente
Enviada em 04/02/2021
Desde o lluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os impactos do lixo plástico no meio ambiente, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela ausência de medidas governamentais, seja pelos maus costumes dos cidadãos em relação ao descarte do lixo plástico. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a ausência de medidas governamentais para combater o descarte indevido do lixo plástico rompe essa harmonia, haja vista que segundo a WWF (Fundo Mundial da Natureza) o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo e o que menos recicla.
Outrossim, destaca-se os maus hábitos dos cidadãos no que se refere ao descarte sustentável do lixo plástico como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a partir do momento em que várias pessoas passam a descartar os materiais plásticos no meio ambiente, tais costumes passam a ser vistos como um padrão a ser seguido e facilmente observável no cotidiano.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo mais limpo e sustentável. Para isso, o Governo, o qual tem forte influência sob o indivíduo, deve por meio do Tribunal de Contas da União destinar maiores verbas para o combate e a fiscalização do descarte ilegal do lixo plástico, a fim de amenizar tal problemática e punir de maneira adequada os infratores. O Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras que discutam o combate ao descarte indevido dos resíduos plásticos, por meio de parcerias com psicólogos a fim de consolidar uma sociedade mais respeitosa e agradável, na qual os indivíduos desempenham corretamente sua função de garantir um meio ambiente saudável e prazeroso, assim como nos fundamentos iluministas.